- O senador Flávio Bolsonaro confirmou que está de férias em Lisboa, gerando críticas de bolsonaristas e opositores.
- A viagem ocorre após seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ser alvo de uma operação da Polícia Federal, que resultou em medidas cautelares.
- Flávio defendeu sua ausência, afirmando que a viagem foi programada desde o ano passado e que retornará a Brasília em primeiro de agosto.
- Críticos, incluindo o deputado André Janones, insinuaram que Flávio estaria em fuga devido à crise familiar.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou pedidos da oposição para interromper o recesso e as atividades do Congresso estão previstas para recomeçar em quatro de agosto.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou neste domingo que está em férias em Lisboa, o que gerou críticas tanto de bolsonaristas quanto de opositores. A viagem ocorre em meio a uma crise política, após seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ser alvo de uma operação da Polícia Federal, que resultou em medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Flávio justificou sua ausência, afirmando que a viagem foi programada desde o ano passado, durante o recesso parlamentar de julho e as férias escolares de suas filhas. “Falo com meu pai e lideranças aliadas todos os dias”, declarou no X. No entanto, a decisão de viajar em um momento crítico gerou reações adversas. O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, foragido da Justiça, criticou a situação, enquanto outros perfis de direita também expressaram desapontamento, ressaltando que a crise familiar deveria ser prioridade.
Críticas e Defesas
Parlamentares de esquerda, como o deputado André Janones (Avante-MG), foram incisivos em suas críticas, insinuando que Flávio estaria em fuga. “Depois do papai vagabundo botar a tornozeleira, ele entrou em DESESPERO e foi para Lisboa”, afirmou. Apesar das críticas, Flávio defendeu seu papel, destacando que retornará a Brasília no dia 1 de agosto, antes do fim do recesso parlamentar.
A situação política se intensificou com a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, que determinou as medidas contra Jair Bolsonaro. A oposição pediu a interrupção do recesso para discutir a situação, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou a solicitação, mantendo a previsão de retorno das atividades para o dia 4 de agosto. A expectativa é que o Congresso tome uma posição sobre as medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
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