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Humorista brasileiro é barrado em Moçambique antes de show programado

Gilmário Vemba é barrado em Moçambique por suas opiniões políticas, cancelando show e gerando tensão em meio à agitação social no país.

Grupo Tons de Comédia se apresentaria em Maputo no domingo, 20 (Foto: @tonsdecomediatour/Instagram)
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  • O grupo de comédia Tons de Comédia, composto por Gilmário Vemba, Murilo Couto e Hugo Souza, foi retido no aeroporto de Maputo, Moçambique, no último domingo, 20.
  • A apresentação programada foi cancelada devido a problemas com vistos. Apenas Murilo havia solicitado o visto de atividades culturais.
  • Gilmário e Hugo, que são isentos de visto, não apresentaram a documentação exigida.
  • Um representante da companhia aérea TAAG informou que a imigração decidiu devolver o grupo a Luanda.
  • Gilmário foi barrado por suas opiniões políticas, segundo Dinis Tivane, assessor do político moçambicano Venâncio Mondlane.

O grupo de comédia Tons de Comédia, formado pelos humoristas Gilmário Vemba, Murilo Couto e Hugo Souza, enfrentou problemas em sua chegada a Maputo, Moçambique, no último domingo, 20. A apresentação programada foi cancelada após a retenção do grupo no aeroporto devido a questões de visto. Gilmário Vemba, em um vídeo publicado nas redes sociais, lamentou a situação, afirmando que estavam no local desde as 14h e sem informações sobre seu destino.

As autoridades moçambicanas abordaram o trio antes da imigração, solicitando os passaportes e mencionando que teriam prioridade por conta do show. No entanto, ao chegarem ao balcão de imigração, foi exigido um “visto de atividades culturais”, que apenas Murilo havia solicitado. Gilmário e Hugo, por serem isentos de visto, não apresentaram o documento. Murilo enviou a documentação necessária, mas não obteve resposta antes da viagem.

Impedimentos e Consequências

Após tentativas de resolver a situação no aeroporto, um representante da TAAG informou que a imigração determinou a devolução do grupo a Luanda. O trio só conseguiu conversar com o responsável pela imigração após o cancelamento do show, sendo informado que “ordens superiores” impediram a entrada de Gilmário no país. O humorista não pôde sequer passar a noite em um hotel, pois deveria embarcar para Lisboa no dia seguinte.

Dinis Tivane, assessor do político moçambicano Venâncio Mondlane, afirmou que Gilmário foi barrado por suas opiniões políticas. O comediante já havia se apresentado em Moçambique anteriormente sem incidentes. Desde as eleições gerais de outubro, o país vive um clima de agitação social, com protestos e confrontos que resultaram em mortes. Mondlane, que não reconhece os resultados eleitorais, convocou manifestações em resposta à vitória do partido Frelimo.

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