- A violência no México, especialmente em Michoacán, aumentou com a presença de mercenários colombianos recrutados por cartéis de drogas.
- Grupos como Los Viagras utilizam táticas de guerra e explosivos, intensificando os conflitos na região.
- Lupe Mora, ativista local, afirma que os mercenários aterrorizam a população com drones e armamentos pesados.
- Entre dois mil e três mil colombianos atuam como mercenários, muitos ligados ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), oferecendo salários de até R$ 10 mil mensais.
- A resposta do governo colombiano tem sido limitada, e a colaboração entre os países para combater essa situação é considerada insuficiente.
A violência no México, especialmente em Michoacán, tem se intensificado com a presença de mercenários colombianos recrutados por cartéis de drogas. Esses grupos, como Los Viagras, estão utilizando táticas de guerra e explosivos, aumentando a letalidade dos conflitos na região. A situação se agrava com a escassa resposta do governo colombiano.
Lupe Mora, um ativista local, relata que os mercenários colombianos estão aterrorizando a população com drones e explosivos. Desde o assassinato de seu irmão, Mora tem lutado contra a criminalidade na região, que enfrenta um aumento alarmante de assassinatos, extorsões e sequestros. Ele menciona que a violência se intensificou após a entrada desses mercenários, que são conhecidos por sua brutalidade e organização.
As autoridades mexicanas têm identificado a presença de ex-militares colombianos na chamada “triângulo da morte”, que abrange estados como Guanajuato, Jalisco e Michoacán. Estima-se que entre 2.000 e 3.000 colombianos estejam atuando como mercenários, muitos deles vinculados ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), um dos mais poderosos da América Latina. Esses mercenários são recrutados por meio de redes sociais e oferecem salários atrativos, que podem ultrapassar R$ 10 mil mensais.
A situação se torna ainda mais crítica com a utilização de armamentos pesados e táticas militares, como a fabricação de explosivos e a colocação de minas terrestres. Em um recente incidente, oito soldados mexicanos foram mortos por uma mina plantada por criminosos. A resposta do governo colombiano tem sido limitada, e a colaboração entre os dois países para combater esse fenômeno é considerada insuficiente.
Os moradores de áreas afetadas relatam que os mercenários operam à noite, armados e em grupos, intimidando a população. A presença desses ex-soldados colombianos, que trazem uma abordagem mais estratégica e violenta, está transformando a dinâmica da guerra contra o narcotráfico no México. Com a escalada da violência, a situação se torna cada vez mais alarmante, exigindo uma resposta mais eficaz das autoridades.
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