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Nikolas Ferreira usa declarações de Lula e Fernandinho Beira-Mar para apoiar Bolsonaro

Deputado Nikolas Ferreira questiona medidas cautelares de Moraes e defende liberdade de expressão para Jair Bolsonaro em meio a investigações.

Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante entrevista à Folha em seu gabinete (Foto: Pedro Ladeira - 18.fev.25/Folhapress)
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro está sob medidas cautelares do ministro Alexandre de Moraes, que incluem a proibição de uso de redes sociais e comunicação com seu filho Eduardo.
  • Essas restrições foram impostas após investigações relacionadas a Bolsonaro.
  • O deputado Nikolas Ferreira defendeu Bolsonaro, questionando a proibição de entrevistas e a liberdade de expressão.
  • Ferreira citou casos de presos que conseguiram dar entrevistas, como Luiz Inácio Lula da Silva, e criticou a lógica das medidas cautelares.
  • Moraes alertou que a divulgação de entrevistas de Bolsonaro poderia resultar em sua prisão, reafirmando as proibições de comunicação.

O ex-presidente Jair Bolsonaro está sob medidas cautelares do ministro Alexandre de Moraes, que incluem a proibição de uso de redes sociais e de comunicação com seu filho Eduardo. Essas restrições foram impostas após investigações que envolvem Bolsonaro.

Recentemente, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu o ex-presidente, questionando a proibição de entrevistas e a liberdade de expressão. Em sua argumentação, ele citou casos de presos que conseguiram dar entrevistas, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e outros criminosos notórios. Ferreira indagou: “Qual é a semelhança entre eles? Todos puderam dar entrevista na cadeia. Enquanto isso, temos o presidente Bolsonaro, que deveria estar aqui, mas não está, por uma medida do Alexandre de Moraes.”

O deputado lembrou que, em 2019, Lula foi autorizado a conceder uma entrevista à Folha, mesmo estando preso. Ele enfatizou que a liberdade de expressão deve ser garantida, independentemente da situação do indivíduo. Ferreira questionou a lógica por trás das medidas cautelares que restringem a comunicação de Bolsonaro.

Em despacho recente, Moraes reiterou que a divulgação de entrevistas do ex-presidente poderia ser considerada uma violação das proibições impostas, o que poderia resultar na decretação de sua prisão. O ministro destacou que a proibição inclui qualquer forma de veiculação de áudios, vídeos ou transcrições em redes sociais, direta ou indiretamente.

Bolsonaro cumpre essas medidas desde o dia 18 de fevereiro e está impedido de acessar redes sociais ou se comunicar com Eduardo, que se encontra nos Estados Unidos. A investigação sobre a atuação de Eduardo para levantar sanções contra o Brasil durante o governo Trump está em andamento pela Polícia Federal.

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