- Nove ex-ministros da Justiça e da Segurança Pública do Brasil assinaram uma carta contra ações do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump.
- O documento critica a revogação de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a imposição de tarifas ao Brasil, considerando essas medidas uma afronta à soberania nacional.
- Os ex-ministros afirmam que a intervenção do governo norte-americano no Judiciário brasileiro é inaceitável, especialmente em um momento de desafios democráticos.
- A carta destaca a revogação dos vistos de oito ministros do STF como uma forma de perseguição e coação indevida.
- Os signatários pedem a defesa da soberania do Brasil e a proteção da independência do STF, enfatizando a importância de um Judiciário livre de pressões externas.
Nove ex-ministros da Justiça e da Segurança Pública do Brasil assinaram uma carta em que expressam repúdio às ações do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump. O documento critica a revogação de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a imposição de tarifas ao Brasil, considerando essas medidas uma afronta à soberania nacional.
Os ex-ministros, que atuaram em diferentes administrações, afirmam que a intervenção do governo norte-americano no Judiciário brasileiro é inaceitável, especialmente em um momento em que o país enfrenta desafios democráticos. A carta destaca que a revogação dos vistos de oito ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, é uma forma de perseguição e coação indevida.
Na carta, os signatários, entre eles Milton Seligmann e José Eduardo Cardozo, ressaltam que a postura do governo dos EUA representa um retrocesso nas relações bilaterais. Eles afirmam que a tentativa de Trump de interferir em um processo judicial, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, é uma violação do devido processo legal.
Críticas à Arrogância Americana
Os ex-ministros também criticam a arrogância do governo dos EUA, que, segundo eles, havia diminuído nos últimos anos, mas voltou a se manifestar com a ascensão de Trump. Eles alertam que essa postura ameaça a paz e a convivência entre os países, além de comprometer o multilateralismo e a cooperação internacional.
A carta conclui com um apelo à defesa da soberania do Brasil e à proteção da independência do STF. Os ex-ministros expressam solidariedade aos ministros afetados, enfatizando a importância de um Judiciário livre de pressões externas e capaz de atuar com autonomia.
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