- A administração de Donald Trump liberou mais de 230 mil páginas de documentos do FBI sobre o assassinato de Martin Luther King Jr.
- A divulgação ocorreu em 21 de julho de 2025, após um bloqueio judicial que durou desde 1977.
- Os filhos de King expressaram preocupações sobre a utilização dos documentos, pedindo análise com empatia e respeito.
- A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, destacou a importância da transparência sobre o evento histórico.
- A liberação gerou reações mistas, com a sobrinha de King defendendo a divulgação das informações.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, liberou mais de 230 mil páginas de documentos do FBI sobre o assassinato de Martin Luther King Jr. A divulgação ocorreu em 21 de julho de 2025, após um bloqueio judicial que durou desde 1977. Os arquivos incluem registros de vigilância e investigações sobre o ativista, que foi assassinado em 4 de abril de 1968, em Memphis.
Os filhos de King, Martin Luther King III e Bernice King, expressaram preocupações sobre a liberação dos documentos, temendo que possam ser usados para desacreditar o legado de seu pai. Em um comunicado, pediram que a análise dos arquivos fosse feita com empatia e respeito, destacando a dor que a morte de King causou à família. Eles ressaltaram que a vigilância do FBI, liderada por J. Edgar Hoover, foi uma campanha invasiva e predatória.
A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, anunciou a liberação, afirmando que o povo americano esperou quase sessenta anos por essas informações. Ela enfatizou a importância da transparência em relação a um evento tão significativo na história dos direitos civis. Os documentos incluem detalhes sobre a extradição de James Earl Ray, que se declarou culpado pelo assassinato, mas sempre manteve sua inocência.
A liberação dos arquivos gerou reações mistas. Enquanto a família King pediu cautela na interpretação dos dados, a sobrinha de Martin Luther King Jr., Alveda King, defendeu a divulgação, afirmando que “o momento é sempre certo para fazer o que é certo.” A expectativa é que os novos documentos tragam à tona informações sobre a vigilância do FBI e suas tentativas de desacreditar King, um dos ícones do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos.
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