- A economista Sary Levy, ex-diretora da faculdade de economia da Universidade Central da Venezuela (UCV), acredita que a Venezuela está próxima de uma mudança de regime.
- Ela destaca a deterioração institucional e a necessidade de recuperação econômica com a participação do setor privado.
- Levy, que trabalhou no plano econômico da opositora Maria Corina Machado, foi impedida de concorrer nas eleições de 2024.
- Durante visita a São Paulo, ela mencionou a manipulação de dados sobre desemprego no início do regime chavista e a atual inflação, que deve chegar a 200% neste ano.
- Levy afirma que, sem uma mudança de regime, o futuro da Venezuela será marcado por colapso econômico e empobrecimento crescente.
A economista Sary Levy, ex-diretora da faculdade de economia da UCV, afirma que a Venezuela está mais próxima de uma mudança de regime do que de uma continuidade sob o governo chavista. Em sua análise, a deterioração institucional e a necessidade de recuperação econômica com participação privada são evidentes. Levy, que participou do plano econômico da opositora Maria Corina Machado, foi impedida de concorrer nas eleições de 2024, levando Edmundo González Urrutia a assumir a chapa.
Durante sua recente visita a São Paulo, Levy destacou a importância de discutir a deterioração das instituições venezuelanas. Ela lembrou que, no início do regime chavista, dados oficiais mostravam uma taxa de desemprego baixa, mas a realidade era diferente, pois muitos que recebiam benefícios sociais eram excluídos das estatísticas. Essa manipulação distorceu a percepção da força de trabalho no país.
Levy, que se aposentou em 2016 e passou a se envolver mais ativamente nas discussões públicas, acredita que a recuperação da economia venezuelana depende da participação do setor privado, especialmente nas indústrias de petróleo e gás. Ela enfatiza que o Estado está quebrado e que é necessário escolher entre recuperar a indústria ou os cidadãos. A economista também mencionou que, apesar de um breve crescimento após a pandemia, a reimposição de sanções pelos Estados Unidos trouxe de volta a inflação, que deve chegar a 200% neste ano.
A diferença entre o câmbio oficial e o paralelo é de cerca de 35%, e Levy acredita que a infraestrutura existente no país pode permitir um crescimento rápido, mas isso requer uma mudança de regime. Ela afirma que, sem essa mudança, o futuro da Venezuela é sombrio, com um colapso econômico e um empobrecimento crescente. A rejeição popular ao governo atual é um indicativo de que a mudança pode ser iminente.
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