- O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) por sua relação com o governo federal, chamando-o de “subserviente”.
- A declaração ocorreu durante uma entrevista ao programa Papo com Editor, em resposta à decisão do STF que restabeleceu o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
- Zema afirmou que essa decisão, validada pelo ministro Alexandre de Moraes, permitirá ao governo federal arrecadar R$ 12 bilhões a mais em 2025 e R$ 31,3 bilhões em 2026.
- O governador também defendeu que facções criminosas sejam tratadas como organizações terroristas, propondo penas mais severas, similar ao modelo de El Salvador.
- Zema criticou a ineficácia dos últimos governos no combate ao crime organizado e sugeriu que uma reforma tributária ampla é necessária para corrigir injustiças no sistema atual.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou a relação entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo federal, chamando o STF de “subserviente”. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Papo com Editor, onde Zema se referiu à recente decisão do STF que restabeleceu o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que havia sido derrubado pelo Congresso. Segundo ele, essa postura do Judiciário desmerece a soberania do Legislativo, que foi eleito pelo povo.
Zema destacou que a decisão do STF, validada pelo ministro Alexandre de Moraes, permitirá ao governo federal arrecadar R$ 12 bilhões a mais em 2025 e R$ 31,3 bilhões em 2026. O governador argumentou que essa situação reflete uma conivência do Judiciário com o Executivo, promovendo o que considera perseguições políticas.
Propostas para Segurança Pública
Além das críticas ao STF, Zema abordou a questão da segurança pública, defendendo que facções criminosas sejam tratadas como organizações terroristas. Ele propôs penas mais severas para esses grupos, semelhante ao modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. O governador afirmou que as facções estão infiltradas no Estado e que a violência no Brasil é comparável a uma guerra civil.
Zema também criticou a falta de ação efetiva dos últimos governos contra o crime organizado. Ele acredita que, se o combate ao crime fosse intensificado, o governo poderia arrecadar R$ 50 bilhões a mais por ano, provenientes de atividades criminosas que hoje são ocultadas. O governador enfatizou a necessidade de uma reforma tributária ampla, que aborde as injustiças do sistema atual, onde quem ganha menos muitas vezes paga mais impostos do que os mais ricos.
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