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Celulares recuperados pela Polícia Civil geram dúvidas sobre segurança de uso

Polícia Civil do Rio de Janeiro recupera celulares roubados, mas recomenda cuidados para evitar riscos de segurança digital.

Letícia Braga, de 32 anos, é balconista e teve o celular roubado na Barra da Tijuca. (Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo)
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  • A Polícia Civil do Rio de Janeiro recuperou mais de 4,7 mil celulares desde o início da Operação Rastreio, em maio.
  • O delegado Gabriel Ferrando afirma que os aparelhos podem ser usados com segurança, desde que verificados quanto a adulterações.
  • O número de identificação único (IMEI) dos celulares não muda, mas é importante checar se houve modificações no sistema.
  • O especialista Fabro Steibel alerta que criminosos podem restaurar dispositivos para as configurações de fábrica e instalar sistemas comprometidos.
  • A Polícia Civil documenta todos os passos da recuperação, garantindo que as vítimas não sejam responsabilizadas por eventuais usos ilegais dos aparelhos.

Com mais de 4,7 mil celulares recuperados desde maio, a Operação Rastreio da Polícia Civil do Rio de Janeiro tem devolvido aparelhos a vítimas de roubos e furtos. Contudo, a devolução gera preocupações sobre a segurança dos dispositivos. O delegado Gabriel Ferrando, do 2º Departamento de Polícia de Área, assegura que os celulares podem ser utilizados com segurança, desde que verificados quanto a possíveis adulterações.

O IMEI, número único que identifica cada celular, não muda mesmo com a troca de chip. Ferrando afirma que não há risco de invasão ou comprometimento da segurança digital, mesmo que o IMEI tenha sido exposto. No entanto, o especialista Fabro Steibel, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio, alerta que é essencial tomar precauções. Ele recomenda que, antes de usar um celular recuperado, o usuário verifique se não houve adulterações.

Steibel explica que criminosos podem realizar uma “lavagem” digital, restaurando o aparelho para as configurações de fábrica e instalando sistemas modificados que simulam um novo IMEI. Isso pode permitir que o celular funcione normalmente, mas com um sistema comprometido. O especialista sugere que, se o celular não permitir a restauração de fábrica, o usuário deve levá-lo a uma assistência técnica.

A Polícia Civil garante que todos os passos da recuperação dos celulares estão documentados, o que protege as vítimas de responsabilizações indevidas. Ferrando destaca que a entrega dos aparelhos é registrada com data e hora, garantindo segurança jurídica. Mesmo que um celular tenha sido utilizado para atividades ilegais, a vítima não será responsabilizada, pois o sistema da polícia deixa claro o momento da recuperação.

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