- A Polícia Civil do Rio de Janeiro recuperou mais de 4,7 mil celulares desde o início da Operação Rastreio, em maio.
- O delegado Gabriel Ferrando afirma que os aparelhos podem ser usados com segurança, desde que verificados quanto a adulterações.
- O número de identificação único (IMEI) dos celulares não muda, mas é importante checar se houve modificações no sistema.
- O especialista Fabro Steibel alerta que criminosos podem restaurar dispositivos para as configurações de fábrica e instalar sistemas comprometidos.
- A Polícia Civil documenta todos os passos da recuperação, garantindo que as vítimas não sejam responsabilizadas por eventuais usos ilegais dos aparelhos.
Com mais de 4,7 mil celulares recuperados desde maio, a Operação Rastreio da Polícia Civil do Rio de Janeiro tem devolvido aparelhos a vítimas de roubos e furtos. Contudo, a devolução gera preocupações sobre a segurança dos dispositivos. O delegado Gabriel Ferrando, do 2º Departamento de Polícia de Área, assegura que os celulares podem ser utilizados com segurança, desde que verificados quanto a possíveis adulterações.
O IMEI, número único que identifica cada celular, não muda mesmo com a troca de chip. Ferrando afirma que não há risco de invasão ou comprometimento da segurança digital, mesmo que o IMEI tenha sido exposto. No entanto, o especialista Fabro Steibel, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio, alerta que é essencial tomar precauções. Ele recomenda que, antes de usar um celular recuperado, o usuário verifique se não houve adulterações.
Steibel explica que criminosos podem realizar uma “lavagem” digital, restaurando o aparelho para as configurações de fábrica e instalando sistemas modificados que simulam um novo IMEI. Isso pode permitir que o celular funcione normalmente, mas com um sistema comprometido. O especialista sugere que, se o celular não permitir a restauração de fábrica, o usuário deve levá-lo a uma assistência técnica.
A Polícia Civil garante que todos os passos da recuperação dos celulares estão documentados, o que protege as vítimas de responsabilizações indevidas. Ferrando destaca que a entrega dos aparelhos é registrada com data e hora, garantindo segurança jurídica. Mesmo que um celular tenha sido utilizado para atividades ilegais, a vítima não será responsabilizada, pois o sistema da polícia deixa claro o momento da recuperação.
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