- Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, e cinco ex-dirigentes foram denunciados por associação criminosa e lavagem de dinheiro.
- A juíza Márcia Mayumi Okoda Oshiro aceitou a denúncia do Ministério Público, que aponta um desvio de R$ 1,4 milhão.
- O processo segue sob sigilo e envolve uma empresa de fachada chamada Rede Social Media Design.
- O Ministério Público solicita uma indenização de R$ 40 milhões ao clube, alegando que os crimes ocorreram entre dezembro de 2023 e maio de 2024.
- A defesa de Melo planeja impetrar um habeas corpus, alegando irregularidades no processo.
Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, e cinco ex-dirigentes do clube foram denunciados por associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado em um esquema relacionado ao contrato de patrocínio com a Vai de Bet. A juíza Márcia Mayumi Okoda Oshiro, da 2ª Vara de Crimes Tributários de São Paulo, aceitou a denúncia do Ministério Público, que aponta um desvio de R$ 1,4 milhão.
O processo, que segue sob sigilo, revela que os acusados utilizaram uma empresa de fachada, a Rede Social Media Design, para desviar recursos do Corinthians. O MP também solicita uma indenização de R$ 40 milhões ao clube, alegando que os crimes ocorreram entre dezembro de 2023 e maio de 2024, durante a gestão de Melo.
Detalhes do Esquema
Além de Melo, os réus incluem os ex-dirigentes Marcelo Mariano e Sérgio Moura, e o empresário Alex Cassundé, que atuou como intermediário do contrato. Também foram denunciados Victor Henrique Shimada e Ulisses de Souza Jorge, apontados como operadores financeiros do esquema. A defesa de Melo alega irregularidades no processo e planeja impetrar um habeas corpus.
O contrato com a Vai de Bet, que previa um montante de R$ 360 milhões, foi rescindido em junho de 2024, após a revelação de repasses suspeitos. A investigação da Polícia Civil concluiu que a Rede Social Media desviou R$ 1 milhão para a UJ Football, supostamente ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Implicações Legais
O MP destaca que o dinheiro destinado ao clube percorreu caminhos ilegais, passando por empresas de fachada. A defesa de Melo argumenta que ele é vítima de um processo repleto de nulidades, citando o acesso a dados do Coaf sem autorização judicial. O caso gera grande repercussão no cenário esportivo e jurídico, com audiências e produção de provas programadas para os próximos meses.
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