- Os Estados Unidos anunciaram sua retirada da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), com efeito em dezembro de 2026.
- A decisão foi comunicada em agosto de 2023 e justificada pelo governo americano, que alega que a Unesco promove uma agenda globalista e retórica anti-Israel.
- Esta é a terceira vez que os EUA se afastam da Unesco, sendo a segunda sob a administração de Donald Trump.
- O Departamento de Estado, liderado por Marco Rubio, afirmou que a permanência na organização não atende aos interesses nacionais dos EUA.
- A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, lamentou a decisão, destacando que ela contradiz os princípios do multilateralismo e pode afetar iniciativas culturais nos EUA.
Os Estados Unidos anunciaram sua retirada da Unesco, a agência da ONU dedicada à educação, ciência e cultura, com efeito em dezembro de 2026. A decisão, comunicada em agosto de 2023, foi justificada pelo governo, que alega que a organização promove uma agenda globalista e retórica anti-Israel.
A retirada marca a terceira vez que os EUA se desvinculam da Unesco, sendo a segunda sob a administração de Donald Trump. O Departamento de Estado, liderado por Marco Rubio, afirmou que a permanência na organização não atende aos interesses nacionais dos EUA. A inclusão da Palestina como membro em 2011 foi citada como um ponto crítico.
A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, lamentou a decisão, considerando-a “regrettable” e “anticipated”. Ela destacou que a retirada contradiz os princípios do multilateralismo e pode impactar iniciativas culturais e candidaturas a Patrimônio Mundial nos EUA. Azoulay também defendeu os esforços da Unesco na educação sobre o Holocausto e na luta contra o antissemitismo.
Desde 2011, a relação entre os EUA e a Unesco se deteriorou, especialmente após o corte de financiamento por parte dos EUA e Israel. A atual decisão reflete um padrão de isolamento que se intensificou sob a administração Trump, contrastando com a abordagem do presidente Joe Biden, que havia buscado restabelecer a participação americana na organização.
A retirada dos EUA pode ter um impacto financeiro limitado, já que as contribuições americanas representam apenas 8% do orçamento total da Unesco. A organização já se preparou para essa eventualidade, diversificando suas fontes de financiamento.
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