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Governo Castro avalia criar secretaria para apoiar Eduardo Bolsonaro na Câmara

Eduardo Bolsonaro pode ser nomeado para secretaria de Relações Internacionais, visando garantir seu mandato na Câmara dos Deputados.

Governador Cláudio Castro (ao fundo) e o ex-presidente Jair Bolsonaro durante ato político na Tijuca, Zona Norte do Rio (Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo)
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  • O governo de Cláudio Castro discute a nomeação do deputado federal Eduardo Bolsonaro para a nova secretaria de Relações Internacionais.
  • A proposta visa evitar a perda do mandato do parlamentar, que estava em licença até o último domingo.
  • A nomeação é vista como uma estratégia para fortalecer a presença da família Bolsonaro na política.
  • Há conversas sobre indicações em outras gestões, como em São Paulo e Santa Catarina, mas a resistência é maior em Goiás e Minas Gerais.
  • Além da secretaria, aliados consideram alternativas como a votação remota para garantir a continuidade de Eduardo na Câmara dos Deputados.

O governo de Cláudio Castro (PL-RJ) está em discussões para nomear o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a nova secretaria de Relações Internacionais. A proposta visa evitar a perda do mandato do parlamentar, que estava em licença até o último domingo. A informação foi divulgada pelo RJTV, da TV Globo.

A estratégia de nomeação é considerada uma forma de garantir a continuidade de Eduardo na Câmara dos Deputados. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estão avaliando essa possibilidade como uma maneira de fortalecer a presença do clã na política. A jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, já havia antecipado a discussão sobre a nova pasta.

Além do Rio de Janeiro, há conversas sobre indicações para cargos em outras gestões, como as de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, e Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina. Embora alguns governadores mostrem disposição para acomodar Eduardo, as negociações ainda estão em estágios iniciais.

Com a aproximação das eleições de 2026, a movimentação em torno de Eduardo Bolsonaro reflete a disputa entre governadores de direita pelo apoio do ex-presidente. No entanto, há resistência em estados como Goiás e Minas Gerais, onde integrantes dos governos de Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo) se opõem à ideia. Além da secretaria, alternativas como a votação remota também estão sendo consideradas pelos aliados.

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