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Justiça espanhola determina devolução de murais românicos ao Mosteiro de Sijena

Suprema Corte determina devolução de murais românicos a Aragão, enquanto MNAC propõe plano para evitar danos durante o transporte.

O interior do Mosteiro Real de Santa Maria de Sijena, na Aragão, Espanha. (Foto: Javier Broto/Europa Press via Getty Images)
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  • A Suprema Corte da Espanha determinou a devolução dos murais românicos do século XIII ao governo de Aragão.
  • Os murais foram removidos do Mosteiro de Sijena durante a Guerra Civil Espanhola e estão atualmente no Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC).
  • A decisão é vista como uma vitória para Aragão, que reivindica a propriedade das obras.
  • O MNAC expressou preocupações sobre os riscos de danos durante o transporte e pediu um plano de conservação colaborativa.
  • A devolução enfrenta desafios práticos, especialmente em relação à fragilidade dos murais centrais.

Após mais de uma década de disputas judiciais, a Suprema Corte da Espanha decidiu que os murais românicos do século XIII, removidos do Mosteiro de Sijena durante a Guerra Civil Espanhola, devem ser devolvidos a Aragão. Os murais estão atualmente no Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC) e a decisão é considerada uma vitória pelo governo aragonês.

Os murais, retirados em 1936 após um incêndio que destruiu parte do mosteiro, são considerados extremamente frágeis. O MNAC expressou preocupações sobre os riscos de danos durante a movimentação, solicitando um plano de conservação colaborativa antes de qualquer transporte. A instituição argumenta que a segurança das obras deve ser priorizada, dada a sua condição delicada.

A decisão da corte também rejeitou acordos anteriores que a Catalunha alegava legitimarem a custódia dos murais, afirmando que a ordem religiosa de Sijena nunca cedeu a propriedade. Embora a questão legal sobre a posse tenha sido resolvida, a implementação da devolução ainda enfrenta desafios práticos.

O MNAC propôs uma abordagem gradual, sugerindo que obras menos delicadas, removidas na década de 1960, poderiam ser devolvidas primeiro. Entretanto, o futuro dos murais centrais permanece incerto, pendendo entre a certeza legal e a fragilidade física das obras.

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