- A Suprema Corte da Espanha determinou a devolução dos murais românicos do século XIII ao governo de Aragão.
- Os murais foram removidos do Mosteiro de Sijena durante a Guerra Civil Espanhola e estão atualmente no Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC).
- A decisão é vista como uma vitória para Aragão, que reivindica a propriedade das obras.
- O MNAC expressou preocupações sobre os riscos de danos durante o transporte e pediu um plano de conservação colaborativa.
- A devolução enfrenta desafios práticos, especialmente em relação à fragilidade dos murais centrais.
Após mais de uma década de disputas judiciais, a Suprema Corte da Espanha decidiu que os murais românicos do século XIII, removidos do Mosteiro de Sijena durante a Guerra Civil Espanhola, devem ser devolvidos a Aragão. Os murais estão atualmente no Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC) e a decisão é considerada uma vitória pelo governo aragonês.
Os murais, retirados em 1936 após um incêndio que destruiu parte do mosteiro, são considerados extremamente frágeis. O MNAC expressou preocupações sobre os riscos de danos durante a movimentação, solicitando um plano de conservação colaborativa antes de qualquer transporte. A instituição argumenta que a segurança das obras deve ser priorizada, dada a sua condição delicada.
A decisão da corte também rejeitou acordos anteriores que a Catalunha alegava legitimarem a custódia dos murais, afirmando que a ordem religiosa de Sijena nunca cedeu a propriedade. Embora a questão legal sobre a posse tenha sido resolvida, a implementação da devolução ainda enfrenta desafios práticos.
O MNAC propôs uma abordagem gradual, sugerindo que obras menos delicadas, removidas na década de 1960, poderiam ser devolvidas primeiro. Entretanto, o futuro dos murais centrais permanece incerto, pendendo entre a certeza legal e a fragilidade física das obras.
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