- Jason Miller, conselheiro de Donald Trump, criticou novamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
- Em postagem no X (antigo Twitter), Miller afirmou que Moraes busca protagonismo nas decisões contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Ele alegou que Moraes não pode silenciar a oposição e que deseja mostrar que comanda o Brasil, não o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- As críticas aumentaram após Moraes autorizar mandados da Polícia Federal contra Bolsonaro, que é réu no STF.
- Miller está nos Estados Unidos buscando sanções contra Moraes e já foi abordado pela Polícia Federal em um inquérito sobre milícias digitais.
O empresário Jason Miller, conselheiro de Donald Trump, voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma nova provocação. Em postagem no X (antigo Twitter), Miller afirmou que Moraes busca protagonismo nas decisões contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e que ele não pode silenciar a oposição.
Miller declarou que Moraes deseja que o mundo saiba que ele comanda o Brasil, e não o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. A crítica se intensificou após Moraes autorizar mandados da Polícia Federal contra Bolsonaro, considerando que o ex-presidente tentou coagir o processo judicial ao criar “entraves econômicos” nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
Táticas Autoritárias
Na sexta-feira, 18, Miller já havia acusado Moraes de utilizar táticas ditatoriais e pediu que Bolsonaro se mantivesse forte diante das medidas cautelares impostas pelo ministro. Essas medidas foram vistas como uma tentativa de coação ao ex-presidente, que é réu no STF.
Miller, que é um dos principais interlocutores do deputado federal Eduardo Bolsonaro, está nos Estados Unidos buscando sanções contra Moraes. Em abril, ele já havia classificado o ministro como uma ameaça à democracia. A relação entre Miller e os Bolsonaro se fortaleceu em setembro de 2021, quando ele foi recebido pela família no Palácio da Alvorada.
Investigação em Andamento
Miller também foi abordado pela Polícia Federal ao deixar o Brasil, onde prestou depoimento em um inquérito que investiga a atuação de milícias digitais, sob a relatoria de Moraes. Apesar de não ocupar cargo oficial no governo americano, ele é considerado um dos principais conselheiros de Trump e tem influenciado a comunicação política do ex-presidente.
A tensão entre os aliados de Trump e o STF continua a crescer, refletindo um cenário de polarização política no Brasil.
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