- A oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, denunciou uma nova onda de repressão do regime de Nicolás Maduro.
- Nos últimos três dias, ao menos 20 pessoas foram presas ou desapareceram, com apenas uma mulher libertada em uma troca de prisioneiros.
- Desde a eleição presidencial de 28 de julho de 2024, considerada fraudulenta, a repressão aumentou, resultando em 28 mortes, quase 200 feridos e cerca de 2.400 detenções.
- A oposição registrou pelo menos 30 prisões arbitrárias nos últimos dois meses e afirmou que familiares de opositores também estão sendo alvo de detenções.
- Com mais de 900 pessoas ainda presas ou desaparecidas por razões políticas, a oposição pediu à comunidade internacional que não tolere as práticas do regime.
A oposição venezuelana, sob a liderança de María Corina Machado, denunciou uma nova onda de repressão do regime de Nicolás Maduro, com pelo menos 20 pessoas presas ou desaparecidas em 72 horas. O comunicado, publicado na rede social X, afirma que a justiça internacional deve responsabilizar os envolvidos. Desde a eleição presidencial de 28 de julho de 2024, considerada fraudulenta, a repressão contra opositores aumentou significativamente.
Os protestos contra o resultado da eleição resultaram em 28 mortes, quase 200 feridos e cerca de 2.400 detenções em todo o país. A recente onda de prisões coincide com a libertação de alguns presos políticos e de dez cidadãos americanos, em uma troca com El Salvador, que repatriou mais de 200 venezuelanos. Contudo, a oposição ressalta que apenas uma mulher foi libertada até o momento, enquanto 90 mulheres e quatro menores de idade permanecem detidos por motivos políticos.
Estratégia de Repressão
O comunicado da oposição destaca que pelo menos 30 prisões arbitrárias foram registradas nos últimos dois meses. Além disso, familiares de opositores também estariam sendo alvo de detenções, reforçando a estratégia do regime de Maduro de soltar alguns presos políticos enquanto prende outros. A oposição descreve essa prática como uma forma de terrorismo de Estado, utilizando a prisão como mecanismo de chantagem e silenciamento.
Com mais de 900 pessoas ainda presas ou desaparecidas por razões políticas, a oposição fez um apelo à comunidade internacional. O comunicado enfatiza que o mundo democrático não pode tolerar as práticas sistemáticas de um regime que ignora acordos e não enfrenta consequências por suas ações.
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