- O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta investigações e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de contato.
- A oposição bolsonarista se reuniu na Câmara dos Deputados em 22 de julho para discutir ações judiciais contra Bolsonaro.
- Os aliados do ex-presidente criticaram o ministro Alexandre de Moraes e o presidente da Câmara, Hugo Motta, acusando-os de censura.
- O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que o Brasil vive uma “ditadura da toga” e denunciou a imprensa por silenciar a perseguição ao ex-presidente.
- Os parlamentares convocaram manifestações para 3 de agosto para denunciar o que consideram perseguição política e pressionar o Congresso a reagir ao STF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta uma série de investigações e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que resultaram em medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de contato. Em resposta, a oposição bolsonarista se reuniu na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 22, para articular uma reação às ações judiciais contra Bolsonaro.
Durante o encontro, os aliados do ex-presidente criticaram abertamente o ministro Alexandre de Moraes e o presidente da Câmara, Hugo Motta, acusando-os de promover censura. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que o Brasil vive sob uma “ditadura da toga” e denunciou a imprensa por, segundo ele, silenciar a perseguição ao ex-presidente. “Jornalistas têm medo de falar. Isso não é democracia”, declarou.
A reunião foi convocada em resposta à operação da Polícia Federal que impôs restrições a Bolsonaro, como a proibição de contato com embaixadores e outros investigados. Os parlamentares decidiram não aprovar moções de louvor a Bolsonaro, como inicialmente planejado, e convocaram manifestações para o dia 3 de agosto, véspera da reabertura dos trabalhos legislativos. O objetivo é denunciar o que consideram uma “perseguição política” e pressionar o Congresso a reagir ao STF.
A participação de Bolsonaro nas manifestações é incerta devido às medidas judiciais em vigor. “Nossa batalha só está começando. E 2026 é logo ali”, finalizou Sóstenes, encerrando a reunião com um tom de campanha antecipada.
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