- Lucas da Silva Santos morreu após ingerir um bolinho de mandioca envenenado em São Bernardo do Campo.
- O padrasto, Ademilson Ferreira dos Santos, confessou ter colocado veneno de rato na receita, alegando intenção de suicídio.
- Ademilson afirmou que ofereceu o veneno a outros familiares, mas Lucas foi o mais afetado.
- A esposa de Ademilson, mãe de Lucas, comprou o veneno a pedido dele, e a polícia investiga sua possível cumplicidade.
- O caso gerou comoção na comunidade local, que aguarda os desdobramentos da investigação.
O padrasto de Lucas da Silva Santos, um jovem de 19 anos que faleceu após ingerir um bolinho de mandioca envenenado em São Bernardo do Campo, confessou ter colocado veneno de rato na receita. O crime ocorreu no dia 11 de julho, e Lucas morreu no dia 20, após dez dias internado. Ademilson Ferreira dos Santos, o padrasto, já estava preso e era o principal suspeito.
Em depoimento à Polícia Civil, Ademilson revelou que misturou o veneno, conhecido como “chumbinho”, em um pote de creme de leite que acompanhava os bolinhos. Ele alegou que sua intenção era cometer suicídio e que ofereceu o veneno a outros familiares, mas Lucas foi o mais afetado. “Eu queria acabar com a minha vida, e dei um pouquinho para cada um,” afirmou o suspeito.
A esposa de Ademilson, mãe de Lucas, comprou o veneno a pedido dele. A polícia investiga se ela tinha conhecimento do plano. Inicialmente, a irmã de Ademilson foi considerada suspeita, mas negou qualquer envolvimento. A delegada Liliane Doretto, responsável pelo caso, indicou que a mulher será submetida a exames psicológicos para avaliar sua sanidade mental.
Os bolinhos foram ingeridos antes do jantar, e apenas Lucas apresentou sintomas graves. Ele foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento, onde os médicos diagnosticaram envenenamento. Ademilson, que serviu os bolinhos, teve sua prisão preventiva decretada no dia 16 de julho, após inconsistências em seus depoimentos. O caso gerou comoção na comunidade local, que aguarda os desdobramentos da investigação.
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