- A Operação Route 156, realizada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, ocorreu em 22 de outubro de 2023.
- O empresário Breno Chaves Pinto, suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é um dos investigados por fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amapá.
- As investigações apontam irregularidades em contratos que somam R$ 60 milhões, com indícios de conluio e lavagem de dinheiro.
- Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em quatro estados, resultando na apreensão de veículos de luxo, joias e obras de arte.
- O bloqueio de bens dos envolvidos totaliza R$ 8 milhões, e o ex-superintendente do DNIT no Amapá, Marcello Vieira Linhares, também foi afastado.
O empresário Breno Chaves Pinto, suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi alvo da Operação Route 156, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) nesta terça-feira, 22 de outubro de 2023. A operação investiga fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amapá, com contratos suspeitos que somam R$ 60 milhões.
As investigações começaram após denúncias sobre irregularidades em quatro licitações do DNIT. A apuração revelou indícios de conluio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Justiça autorizou o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Amapá, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Amazonas. Durante as diligências, foram apreendidos três veículos de luxo, joias, relógios e 13 obras de arte.
O bloqueio de bens dos investigados totaliza R$ 8 milhões, correspondente a saques e movimentações financeiras consideradas atípicas. Além de Breno, o ex-superintendente do DNIT no Amapá, Marcello Vieira Linhares, também foi afastado por decisão judicial. Conversas interceptadas entre Breno e Linhares indicam que o empresário utilizava sua relação com Alcolumbre para obter vantagens em repasses de verbas públicas.
A operação busca aprofundar as apurações sobre o direcionamento de concorrências públicas e desvios de recursos na manutenção da rodovia BR-156. As investigações apontam que, entre 2024 e 2025, as empresas envolvidas receberam pelo menos R$ 32 milhões da União, com uma delas completando apenas 16% das obras previstas, levantando suspeitas de desvio de recursos. A PF e o Ministério Público Federal afirmam que não há indícios de participação direta de Alcolumbre nas fraudes.
Entre na conversa da comunidade