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Tarcísio diminui aparições públicas em meio à crise política no governo

Governador Tarcísio de Freitas reduz postagens e entrevistas após crise política, buscando evitar especulações e equilibrar tensões.

Tarcisio no lançamento do programa Trampolim (Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP)
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  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reduziu suas postagens e entrevistas após a crise política gerada pelo tarifaço de Donald Trump, anunciado em 9 de julho.
  • Nos 14 dias seguintes ao anúncio, ele fez apenas sete postagens no Instagram, uma queda em relação às 22 publicações feitas entre 1 e 8 de julho.
  • O clã Bolsonaro, especialmente o deputado Eduardo Bolsonaro, criticou Tarcísio após ele sugerir soluções negociadas para a crise.
  • Tarcísio adotou uma postura discreta, evitando especulações e se concentrando em sua rotina no estado, sem se envolver em questões políticas nacionais.
  • Ele tem se esquivado de promessas de indulto a Jair Bolsonaro e se concentrado em críticas ao Partido dos Trabalhadores, sem abordar diretamente a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou uma postura discreta nas redes sociais e na imprensa após a crise política gerada pelo tarifaço de Donald Trump, anunciado em 9 de julho. Nos 14 dias seguintes, o governador fez apenas sete postagens no Instagram, uma queda significativa em relação às 22 publicações feitas entre 1 e 8 de julho. Em junho, ele havia mantido uma média de 2,4 postagens diárias.

As críticas do clã Bolsonaro, especialmente do deputado Eduardo Bolsonaro (PL), surgiram após Tarcísio sugerir soluções negociadas para a crise. Para o clã, a única saída seria a anistia a Jair Bolsonaro pela participação em atos golpistas. Apesar das tensões, Eduardo anunciou uma reaproximação com o governador, que enfrenta a maior crise política de seu mandato.

Postura Discreta

A redução nas postagens e entrevistas é vista como uma estratégia para evitar especulações. Um auxiliar próximo afirmou que “quanto menos ele falar agora, menos especulação haverá”. Tarcísio tem se concentrado em sua rotina no estado, evitando se envolver em questões políticas nacionais. Recentemente, ele enfatizou a necessidade de diálogo e união para enfrentar os desafios impostos pelo tarifaço.

Na quinta-feira, 17, após um evento em Embu, Tarcísio não concedeu entrevistas, mesmo com jornalistas presentes. Sua última declaração à imprensa ocorreu em 12 de julho, quando, após criticar o presidente Lula, mudou o tom para um apelo à união. “É um momento que demanda sinergia”, afirmou, referindo-se à complexidade da situação para a indústria e o agronegócio.

Equilíbrio Político

Analistas apontam que Tarcísio está em uma posição delicada, equilibrando-se entre o bolsonarismo e os moderados. O cientista político Rodrigo Prando destacou que o governador “sabe que, se pender para o lado da moderação, vai sofrer ataques dos radicais”. Essa estratégia de silêncio não é nova; Tarcísio já havia evitado a imprensa em outras ocasiões, como durante a entrega de prêmios educacionais em março.

O governador também se esquivou de promessas de indulto a Bolsonaro, mesmo após declarações de Flávio Bolsonaro sobre a necessidade de compromisso dos candidatos de centro-direita com essa pauta. Em eventos recentes, ele tem se concentrado em críticas ao PT, sem abordar diretamente a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal ou o indulto.

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