- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que “as portas do inferno se abrirão” em Gaza se os reféns não forem libertados.
- Katz acusou líderes do Hamas, como Yahya Sinwar e Mohammed Sinwar, de se recusar a libertar os reféns enquanto vivem no luxo.
- As negociações entre Hamas e Israel, que ocorrem em Doha, não avançam há semanas.
- Um funcionário israelense classificou a resposta do Hamas à proposta de trégua como “decepcionante”.
- Atualmente, cinquenta reféns estão em Gaza, com Israel acreditando que vinte deles ainda estão vivos.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, reiterou nesta quarta-feira que “as portas do inferno se abrirão” na Faixa de Gaza se não houver um acordo de trégua que resulte na libertação dos reféns. Em um comunicado, Katz acusou líderes do Hamas, incluindo Yahya Sinwar e seu irmão Mohammed, de “arruinar Gaza” e de se recusar a libertar os reféns enquanto desfrutam de uma vida luxuosa no exterior.
As negociações entre Hamas e Israel, que ocorrem indiretamente em Doha, não avançam há semanas. Um alto funcionário israelense classificou a resposta do Hamas à proposta de trégua como “decepcionante”, com o grupo pedindo emendas. O enviado dos EUA ao Oriente Médio, Steve Witkoff, se reunirá amanhã em Roma com representantes do Catar e de Israel para discutir as negociações.
Atualmente, 50 reféns permanecem em Gaza, com Israel acreditando que 20 deles ainda estão vivos. A proposta de Witkoff sugere uma trégua inicial de 60 dias, durante a qual seriam libertados dez reféns vivos e 18 mortos. As partes devem negociar uma fase subsequente que vise o fim da guerra. O Hamas, por sua vez, exige garantias de que a guerra terminará de forma definitiva.
A última trégua, que começou em 19 de janeiro, não resultou em avanços nas negociações para a segunda fase, levando Israel a romper o cessar-fogo em 18 de março. A situação permanece tensa, com a possibilidade de um novo conflito se intensificando caso as negociações não avancem.
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