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Juiz nega pedido da administração Trump para divulgar transcrições de Epstein

Juíza federal nega liberação de transcrições de júri sobre Jeffrey Epstein e abre novo processo para discutir interesse público.

Jeffrey Epstein em 2004. (Foto: Rick Friedman | Corbis News | Getty Images)
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  • Um juiz federal na Flórida negou o pedido da administração Trump para liberar transcrições de júri do caso de Jeffrey Epstein.
  • A juíza Robin L. Rosenberg afirmou que a divulgação violaria leis estaduais.
  • O governo argumentou que havia interesse público na liberação, mas não atendeu aos critérios legais.
  • A juíza também determinou a abertura de um novo processo para discutir a liberação dos registros.
  • A decisão ocorre em meio a críticas sobre a transparência do Departamento de Justiça e a administração Trump.

Um juiz federal na Flórida rejeitou, nesta quarta-feira, o pedido da administração Trump para liberar transcrições de júri relacionadas ao caso de Jeffrey Epstein, um financista acusado de tráfico sexual. A juíza Robin L. Rosenberg argumentou que a divulgação violaria leis estaduais.

O pedido da Casa Branca foi feito após críticas sobre a falta de transparência do Departamento de Justiça (DOJ) em relação ao caso Epstein. A administração buscava transferir o processo para Nova York, onde Epstein foi indiciado em 2019. A juíza destacou que o argumento de “interesse público” apresentado pelo governo não atendia aos critérios legais necessários.

Rosenberg também ordenou a abertura de um novo processo para que advogados apresentem argumentos adicionais sobre a liberação dos registros. O grande júri é um grupo de cidadãos que decide se há evidências suficientes para acusações formais. A decisão ocorre em um momento de crescente pressão sobre Trump, especialmente após a divulgação de uma carta de 2003, supostamente escrita por ele, que gerou polêmica.

A procuradora-geral da Flórida, Pam Bondi, enfrenta críticas por sua suposta cumplicidade em um acobertamento do caso. O DOJ, por sua vez, afirmou que não existem listas de clientes que possam implicar figuras proeminentes, o que gerou descontentamento entre apoiadores de Trump que clamam por mais informações.

Recentemente, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, encerrou o Congresso antes do previsto, adiando a votação sobre a liberação de documentos relacionados a Epstein. Essa manobra política ocorre em meio a um clima de tensão entre os republicanos, que criticam a administração por sua falta de transparência.

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