- Uma juíza federal negou o pedido do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para divulgar os depoimentos da investigação sobre Jeffrey Epstein, que se suicidou em 2019.
- A decisão da juíza Robin L. Rosenberg se baseou nas diretrizes que protegem o sigilo dos depoimentos do grande júri.
- O pedido foi feito pela secretária de Justiça, Pam Bondi, a pedido do ex-presidente Donald Trump, que busca maior transparência sobre o caso.
- Trump processou o *Wall Street Journal* por difamação após seu nome aparecer em documentos relacionados a Epstein, buscando R$ 10 bilhões em danos morais.
- A juíza destacou que os documentos contêm informações sensíveis, incluindo dados pessoais de vítimas, e que não há evidências de que Epstein tenha chantageado figuras poderosas.
Uma juíza federal negou, nesta quarta-feira (23), o pedido do Departamento de Justiça dos EUA para divulgar os depoimentos da investigação sobre Jeffrey Epstein, que se suicidou em 2019. A decisão da juíza Robin L. Rosenberg se baseou nas diretrizes que protegem o sigilo dos depoimentos do grande júri, que são restritos a circunstâncias específicas.
O pedido foi formalizado pela secretária de Justiça, Pam Bondi, a pedido do ex-presidente Donald Trump, que enfrenta pressão de seus apoiadores para que os documentos sejam tornados públicos. Trump argumentou que a divulgação traria transparência ao público americano e que o caso de Epstein recebeu uma quantidade excessiva de atenção. No entanto, a juíza ressaltou que o governo não solicitou as conclusões do grande júri para um processo judicial, limitando a possibilidade de divulgação.
Implicações para Trump
A situação se complica para Trump, que foi notificado sobre a presença de seu nome em documentos relacionados a Epstein. O *Wall Street Journal* revelou que o nome do ex-presidente aparece em várias ocasiões nos arquivos, embora isso não implique em culpabilidade. Recentemente, Trump processou o jornal por difamação, buscando US$ 10 bilhões em danos morais, após a publicação de uma carta atribuída a ele em um álbum de aniversário de Epstein.
A juíza também destacou que os documentos contêm informações sensíveis, incluindo dados pessoais de vítimas. O Departamento de Justiça e o FBI, em um vídeo recente, afirmaram que Epstein se suicidou e não há evidências de que ele tenha chantageado figuras poderosas ou mantido uma lista de clientes influentes.
Pressões Políticas
A decisão de não divulgar os documentos é vista como uma tentativa de evitar a revolta de apoiadores de Trump, especialmente após a divulgação de informações que poderiam implicar outros envolvidos. O vice-procurador-geral Todd Blanche, ex-advogado de Trump, planeja se reunir com Ghislaine Maxwell, ex-associada de Epstein, que cumpre pena por seu papel no esquema de exploração sexual. A situação continua a gerar controvérsias e pressões políticas, com o presidente da Câmara, Mike Johnson, antecipando o recesso para evitar debates sobre o caso.
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