- A Justiça Federal inspecionou o bairro Bom Parto em Maceió em 22 de julho de 2025, após novas denúncias de moradores sobre rachaduras em imóveis e afundamentos do solo.
- Os residentes pedem inclusão em ações prioritárias para realocação e indenização, pois atualmente estão apenas em área de monitoramento.
- Desde 2018, a mineração de sal-gema pela Braskem causou um grande desastre ambiental, afetando cinco bairros e resultando na realocação de mais de 40 mil pessoas.
- A Defensoria Pública de Alagoas ajuizou uma ação civil pública pedindo R$ 4 bilhões em indenizações para moradores e proprietários de imóveis desvalorizados.
- A Braskem nega relação entre seus serviços e os problemas estruturais, afirmando que já provisionou R$ 17,6 bilhões para medidas acordadas com as autoridades.
A Justiça Federal inspecionou, nesta terça-feira (22), o bairro Bom Parto em Maceió, após novas denúncias de moradores sobre rachaduras em imóveis e afundamentos do solo. Os residentes solicitam inclusão em ações prioritárias para realocação e indenização, uma vez que atualmente estão apenas em área de monitoramento. A última atualização do mapa de risco foi realizada pela Defesa Civil de Maceió em novembro de 2023, pouco antes do colapso de uma das minas da Braskem.
Desde 2018, a mineração de sal-gema pela Braskem é responsável por um dos maiores desastres ambientais urbanos do Brasil, afetando cinco bairros e resultando na realocação de mais de 40 mil pessoas. Aproximadamente 14,5 mil imóveis foram evacuados, muitos dos quais já demolidos. A empresa utilizava 35 minas para a extração do sal-gema, material essencial para a produção de PVC e soda cáustica, mas interrompeu suas atividades em 2019, comprometendo-se a fechar as minas até 2026.
Ação Civil Pública
Recentemente, a Defensoria Pública de Alagoas ajuizou uma ação civil pública, reivindicando R$ 4 bilhões em indenizações para moradores e proprietários de imóveis desvalorizados na região afetada. A inspeção judicial contou com a presença de representantes do Ministério Público e da Defesa Civil, além de moradores que buscam soluções para suas situações.
A Braskem, por sua vez, nega qualquer relação entre os problemas estruturais e suas atividades de mineração, afirmando que atua conforme o mapa da Defesa Civil. A empresa já provisionou R$ 17,6 bilhões para medidas acordadas com as autoridades, dos quais mais de R$ 12,7 bilhões já foram pagos. A companhia destaca que realiza ações para mitigar os efeitos da subsidência do solo, incluindo realocação e compensação financeira para os afetados.
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