- O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em vários estados, incluindo São Paulo, Alagoas e Rio Grande do Sul, entre os dias 22 e 23 de julho.
- A ação visa pressionar o governo Lula por uma reforma agrária mais rápida, que o MST considera estagnada após quase três anos de mandato.
- Os manifestantes criticam a falta de novos assentamentos e a lentidão nas políticas de redistribuição de terras.
- O governo afirma que a reforma agrária está em andamento, com a meta de criar 30 mil novos lotes até o final de 2023 e 60 mil até 2026.
- Lula se reuniu com líderes do MST e se comprometeu a discutir as demandas do movimento em um novo encontro agendado para a próxima semana.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) intensificou suas ações de pressão sobre o governo Lula, ocupando sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em diversos estados, como São Paulo, Alagoas e Rio Grande do Sul. As mobilizações, que ocorreram entre terça e quarta-feira (23), visam exigir a aceleração da reforma agrária, que, segundo o movimento, está estagnada após quase três anos de mandato.
Os manifestantes, cerca de 300 em São Paulo, criticam a falta de novos assentamentos e a morosidade nas políticas de redistribuição de terras. “Nesses três anos de governo Lula, a pauta da reforma agrária não deslanchou”, afirmou Márcio José, coordenador do MST em São Paulo. O movimento também destacou a urgência de resolver a situação do acampamento “Marielle Vive!”, que enfrenta risco de reintegração de posse.
Mobilizações e Demandas
A mobilização do MST faz parte de uma campanha mais ampla pela soberania nacional, especialmente em resposta a políticas externas que afetam o agronegócio brasileiro. Em uma carta aberta, o MST questionou: “Lula, cadê a reforma agrária?” A insatisfação com o andamento das políticas de reforma agrária é evidente, com o movimento pedindo não apenas a criação de novos assentamentos, mas também melhorias nas condições de financiamento rural e infraestrutura.
O governo, por sua vez, defendeu que a reforma agrária está em andamento, com a meta de criar 30 mil novos lotes até o final de 2023 e 60 mil até 2026. “Ao contrário do que diz a carta do MST, a reforma agrária no Brasil retomou o ritmo dos dois primeiros governos do presidente Lula”, afirmou o ministério em nota.
Diálogo com o Governo
Na quarta-feira, Lula se reuniu com líderes do MST no Palácio do Planalto, onde se comprometeu a discutir a pauta do movimento em um novo encontro agendado para a próxima semana. Durante a reunião, foram abordados temas como a reforma agrária e a necessidade de celeridade nas políticas públicas. Apesar do diálogo, a insatisfação persiste entre os membros do MST, que continuam a pressionar por ações concretas e efetivas.
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