- A criminalidade em São Paulo preocupa a população, com aumento de crimes violentos, apesar da redução nos roubos.
- Marília Dalprá, médica de 67 anos, foi agredida durante uma tentativa de assalto enquanto corria no Parque Continental.
- Ela foi derrubada, chutada e mordida por um dos assaltantes, que tentou roubar sua aliança, mas não levou nada, pois Marília havia deixado o celular em casa.
- A médica sofreu fraturas nas costelas e teve parte do pulmão comprometida, o que a fez abandonar sua rotina de exercícios.
- Apesar de não ter aumentado os roubos na região, os furtos subiram 20% em janeiro, intensificando a sensação de insegurança da população.
A criminalidade em São Paulo continua a preocupar a população, com um aumento nos crimes violentos, mesmo com a redução geral nos roubos. Um caso emblemático é o de Marília Dalprá, médica de 67 anos, que foi agredida durante uma tentativa de assalto enquanto corria no Parque Continental, na zona oeste da cidade.
No mês passado, Marília foi abordada por dois ladrões em uma motocicleta. A agressão foi brutal: ela foi derrubada com uma rasteira, recebeu chutes e teve a mão mordida por um dos criminosos, que tentou arrancar sua aliança. Apesar da violência, os assaltantes não levaram nada, pois Marília havia deixado seu celular em casa. O caso foi registrado por câmeras de segurança e um dos suspeitos foi preso preventivamente.
A médica sofreu fraturas nas costelas e teve parte do pulmão comprometida, o que a levou a abandonar sua rotina de exercícios de 15 anos. Em relato à série de reportagens “Vítimas da Violência”, Marília expressou sua tristeza por não poder mais correr em seu bairro, que antes era considerado seguro. “É triste não ter a liberdade para correr na rua”, afirmou.
Embora os dados da Secretaria da Segurança Pública mostrem que os roubos na região não aumentaram, os furtos subiram 20% em janeiro deste ano. Marília também foi vítima de furto em sua casa há cerca de um ano, o que intensificou sua sensação de insegurança. Ela se recusa a deixar o bairro, mas admite que a criminalidade a faz sentir-se como uma prisioneira em sua própria casa.
A gestão do governador Tarcísio de Freitas tem buscado reorientar o policiamento e endurecer penas para combater a criminalidade. A população, no entanto, continua a viver com medo, refletindo a crescente onda de violência que assola a cidade.
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