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PMs são flagrados em chacina com 30 tiros e cinco mortos em operação violenta

Defensoria Pública pede reabertura de investigação sobre mortes de jovens em operação policial, após gravações contradizerem versão oficial.

Cápsulas de fuzil deixadas em local com 5 mortos; não houve perícia no local (Foto: Herculano Barreto Filho/UOL)
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  • Câmeras corporais de policiais registraram gritos de cinco vítimas desarmadas antes de serem baleadas durante a Operação Verão em São Vicente (SP) na noite de 27 de fevereiro de 2024.
  • Os jovens foram atingidos por 30 tiros de fuzil em uma área de mata.
  • A Defensoria Pública de São Paulo solicitou o desarquivamento do caso, contestando a versão policial que afirma que as vítimas estavam armadas e atiraram primeiro.
  • Uma testemunha contradisse essa versão, alegando que os jovens não portavam armas e que a abordagem foi uma emboscada.
  • A mãe de uma das vítimas relatou que seu filho era trabalhador e nunca usaria uma arma, expressando seu desejo de justiça.

Câmeras corporais de policiais militares registraram gritos de cinco vítimas desarmadas momentos antes de serem baleadas durante a Operação Verão em São Vicente (SP). O incidente ocorreu na noite de 27 de fevereiro de 2024, quando os jovens foram atingidos por 30 tiros de fuzil em uma área de mata. A Defensoria Pública de São Paulo pediu o desarquivamento do caso, contestando a versão policial e apontando irregularidades na investigação.

Os policiais alegaram que estavam em patrulhamento quando receberam uma denúncia sobre tráfico de drogas. Ao chegarem ao local, afirmaram que as vítimas estavam armadas e atiraram primeiro. No entanto, uma testemunha protegida contradisse essa versão, afirmando que os jovens não portavam armas e que a abordagem foi uma emboscada. A Defensoria destacou que os laudos necroscópicos indicam que as lesões nos corpos são compatíveis com autodefesa.

A mãe de uma das vítimas, Gilmara Diniz da Silva, relatou que seu filho, Kauê, de 17 anos, era trabalhador e “nunca encostaria em uma arma”. Ela encontrou os chinelos do filho alinhados no local do crime e mencionou que moradores da favela receberam ameaças relacionadas a um drone desaparecido. Gilmara expressou sua dor e desejo de justiça, afirmando que a operação não é mais do que um pretexto para matar inocentes.

A Defensoria Pública argumenta que o arquivamento do caso foi prematuro e que existem evidências suficientes para uma denúncia. Os policiais envolvidos têm um histórico de letalidade, e a gravação das câmeras corporais foi acionada apenas após os disparos. O Ministério Público de São Paulo informou que a investigação não se limitou às imagens e que todos os procedimentos foram seguidos. A Secretaria da Segurança Pública afirmou que todas as ocorrências são rigorosamente investigadas.

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