- Uma fábrica russa no Tartaristão, especializada na produção de drones kamikazes Geran-2, emprega adolescentes na montagem dos equipamentos.
- Os jovens são recrutados após completarem o nono ano escolar e são matriculados em um colégio técnico vinculado à fábrica.
- A produção atual de drones é nove vezes maior do que o planejado, com mais de cinco mil unidades fabricadas mensalmente.
- Os drones, com três metros e meio de comprimento e alcance de até mil e oitocentos quilômetros, têm sido utilizados em ataques na Ucrânia.
- O governo russo afirma que os ataques visam alvos militares, mas dados da ONU indicam que mais de treze mil civis ucranianos já morreram desde o início do conflito.
Uma fábrica russa localizada no Tartaristão, considerada a maior do mundo na produção de drones de ataque, tem gerado controvérsia ao empregar adolescentes de apenas 15 anos na montagem dos equipamentos. A instalação, situada em uma zona econômica especial em Ielabuga, é responsável pela fabricação dos drones kamikazes Geran-2, utilizados em ataques frequentes na Ucrânia.
Recentemente, reportagens da Reuters e do The Telegraph revelaram que esses jovens são recrutados logo após completarem o nono ano escolar e são matriculados em um colégio técnico vinculado à fábrica. O diretor-geral da unidade, Timur Shagivaleyev, afirmou que a produção atual é nove vezes maior do que o inicialmente planejado, com estimativas de mais de 5 mil drones sendo fabricados mensalmente.
Produção em Massa
Os drones Geran-2, com 3,5 metros de comprimento e alcance de até 1.800 km, têm sido utilizados em ataques que visam sobrecarregar as defesas aéreas da Ucrânia. Em um dos maiores ataques registrados, em julho, a Rússia lançou 741 drones e mísseis em uma única noite. A expectativa é que a produção aumente ainda mais, com planos para dobrar a capacidade diária.
A fábrica conta com infraestrutura própria, incluindo uma pista de testes e caminhonetes Dodge Ram 1500 para o lançamento dos drones, levantando questões sobre possíveis violações de sanções internacionais. As operações têm sido associadas a ataques a infraestruturas civis na Ucrânia, resultando em um número crescente de vítimas.
Justificativas e Impactos
O governo russo defende que os ataques são direcionados a alvos militares, mas dados da ONU indicam que mais de 13 mil civis ucranianos já perderam a vida desde o início do conflito. A presença de jovens na fábrica é apresentada como parte da “defesa do país”, enquanto o Kremlin busca replicar o modelo de Ielabuga em outras regiões para fortalecer a indústria de defesa nacional e reduzir a dependência de tecnologia estrangeira.
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