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Suspeito preso revela detalhes sobre depredações de ônibus em São Paulo

Funcionário da CDHU é preso por vandalismo em ônibus e confessa 18 ataques com motivações políticas; investigações seguem em São Paulo.

Ônibus com vidro lateral estilhaçado (Foto: Reprodução)
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  • A região metropolitana de São Paulo registrou 543 depredações de ônibus desde junho.
  • Edson Aparecido Campolongo, funcionário da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), foi preso e confessou ter realizado 18 ataques.
  • Ele alegou motivações políticas e foi identificado em locais dos crimes por câmeras de segurança.
  • O irmão de Campolongo, Sérgio Aparecido, também foi detido após se entregar à polícia e é suspeito de participar dos ataques.
  • As autoridades investigam a possibilidade de imitações de crimes e outras motivações, como disputas sindicais e a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A região metropolitana de São Paulo enfrenta uma grave crise de vandalismo, com 543 depredações de ônibus registradas desde junho. Edson Aparecido Campolongo, funcionário da CDHU, foi preso na noite de terça-feira (22) e confessou ser responsável por 18 ataques. Ele alegou motivações políticas para suas ações.

Campolongo, de 68 anos, foi detido após investigações que o ligaram a ataques em São Bernardo, São Paulo e Santo André. Câmeras de segurança capturaram o veículo da CDHU, um Volkswagen Virtus, em locais dos crimes. O secretário-executivo de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que o suspeito pretendia “consertar o país” com seus atos.

O irmão de Campolongo, Sérgio Aparecido, de 56 anos, também foi preso após se entregar à polícia. As investigações revelaram que Edson recrutou Sérgio para participar dos ataques. A polícia encontrou em sua residência um estilingue e esferas metálicas, possivelmente utilizadas nos vandalismos.

Motivações e Efeito Manada

Campolongo expressou descontentamento com o governo atual e o STF em postagens nas redes sociais. Ele negou ser filiado a qualquer partido político, mas suas mensagens indicam um forte viés ideológico. As autoridades temem que o fenômeno do “efeito manada” esteja em curso, com indivíduos imitando os ataques.

Além dos irmãos Campolongo, a polícia investiga outras linhas, como disputas sindicais e a possível participação do PCC. A situação é crítica, e as autoridades estão atentas a novas ocorrências, já que a capital paulista registrou duas depredações nesta quarta-feira (23). A CDHU já sinalizou a intenção de demitir Edson Campolongo.

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