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Vice de Tarcísio se destaca como alternativa na sucessão em SP diante de resistências

Felício Ramuth ganha apoio como alternativa à sucessão de Tarcísio de Freitas, enquanto a candidatura de Ricardo Nunes enfrenta resistência interna.

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e seu vice, Felício Ramuth (PSD) (Foto: Werther Santana/Estadão)
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  • Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, se apresenta como candidato à reeleição.
  • O prefeito Ricardo Nunes é visto como seu sucessor natural, mas enfrenta resistência interna, especialmente em relação ao seu vice, coronel aposentado Ricardo Mello Araújo.
  • Felício Ramuth, vice-governador, ganha apoio de partidos da base e é considerado uma alternativa viável à sucessão de Tarcísio.
  • A candidatura de Nunes enfrenta desafios, e a de Gilberto Kassab, presidente do PSD, é rejeitada por aliados.
  • Outros nomes na disputa incluem o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, e o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado.

Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, se posiciona como candidato à reeleição, enquanto o prefeito Ricardo Nunes é considerado seu sucessor natural. No entanto, a candidatura de Nunes enfrenta desafios internos, especialmente com a resistência ao seu vice, coronel aposentado Ricardo Mello Araújo.

Felício Ramuth, vice-governador, surge como uma alternativa viável à sucessão de Tarcísio, ganhando apoio de partidos da base. Ramuth, que antes era visto como um nome fora do jogo, agora é considerado uma opção para unificar a base governista, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por Nunes e a rejeição à candidatura de Gilberto Kassab, presidente do PSD.

Ramuth, que pode assumir o governo em abril, planeja uma transição discreta, focando na continuidade dos projetos em andamento. Ele tem afirmado a aliados que seu objetivo é apoiar Tarcísio e os partidos da base, independentemente de quem seja o candidato. Tarcísio, por sua vez, mantém sua intenção de concorrer à reeleição, mas sua candidatura presidencial também ganha força com a situação de Jair Bolsonaro.

A candidatura de Nunes enfrenta resistência, principalmente devido ao temor de que Mello Araújo possa desestabilizar a coligação que garantiu sua reeleição. Aliados de Tarcísio argumentam que o MDB já foi suficientemente contemplado e que outros partidos, como PL e União Brasil, devem buscar suas próprias candidaturas.

Desafios e Oportunidades

Além de Nunes e Kassab, outros nomes estão na disputa, como o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, e o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado. Ramuth, com sua experiência como ex-prefeito de São José dos Campos, é visto como um candidato forte, apesar de seu baixo reconhecimento entre os eleitores.

O vice-governador é descrito como o “vice ideal” no Palácio dos Bandeirantes, cumprindo suas funções sem criar conflitos. Ele também tem se posicionado como um político de centro-direita, mantendo bom relacionamento com o setor privado e com o bolsonarismo, embora tenha criticado algumas ações do governo anterior.

A situação política em São Paulo continua a evoluir, com Ramuth ganhando força como uma alternativa à sucessão de Tarcísio, enquanto os partidos da base se reúnem para definir suas estratégias para as próximas eleições.

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