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Amy Sherald cancela exposição no Smithsonian por motivos de censura

Amy Sherald cancela exposição na National Portrait Gallery após censura à sua obra sobre uma mulher transgênero, destacando a luta por visibilidade.

Pintora Amy Sherald (Foto: Dana Scruggs/The New York Times)
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  • A artista Amy Sherald cancelou sua exposição “American Sublime” na National Portrait Gallery do Smithsonian, prevista para setembro.
  • A decisão ocorreu após o museu considerar remover sua pintura “Transforming Liberty”, que retrata uma mulher transgênero, para evitar conflitos com Donald Trump.
  • Sherald expressou seu desapontamento em uma carta ao secretário do Smithsonian, Lonnie G. Bunch III, afirmando que a proposta não respeitava a integridade de seu trabalho.
  • O Smithsonian lamentou a decisão e destacou seu compromisso em promover um entendimento compartilhado por meio da arte.
  • A artista enfatizou a importância da visibilidade trans e a necessidade de combater a censura em um momento de crescente ameaça às vidas dessa comunidade.

Amy Sherald cancela exposição na National Portrait Gallery por preocupações de censura

A artista Amy Sherald decidiu cancelar sua exposição “American Sublime”, que seria inaugurada em setembro na National Portrait Gallery do Smithsonian. A decisão ocorreu após o museu considerar a remoção de sua obra “Transforming Liberty”, que retrata uma mulher transgênero como a Estátua da Liberdade, para evitar conflitos com o ex-presidente Donald Trump.

Sherald, que ganhou notoriedade em 2018 ao retratar Michelle Obama, expressou seu desapontamento em uma carta ao secretário do Smithsonian, Lonnie G. Bunch III. Ela afirmou que a proposta do museu não respeitava a integridade de seu trabalho e que a inclusão de sua pintura era essencial para a narrativa da exposição. A artista mencionou que foi informada sobre preocupações internas em relação à obra, o que a levou a cancelar a mostra.

Contexto da Decisão

A proposta do Smithsonian de substituir a pintura por um vídeo que discutiria questões trans foi um ponto de discórdia. Sherald se opôs à ideia, temendo que isso pudesse incluir visões anti-trans. Ao perceber que o vídeo substituiria sua obra, decidiu cancelar a exposição. O Smithsonian lamentou a decisão, destacando que a instituição busca promover um entendimento compartilhado por meio da arte.

A situação ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre o Smithsonian, especialmente após uma ordem executiva de Trump, que criticou a instituição por supostamente reescrever a história americana. O Smithsonian, que recebe cerca de dois terços de seu orçamento do governo federal, enfrenta pressão para eliminar ideologias consideradas divisivas.

Impacto da Censura

Sherald enfatizou que não poderia concordar com uma cultura de censura, especialmente em um momento em que as vidas trans estão sendo ameaçadas e silenciadas. A exposição “American Sublime” seria a maior apresentação de sua obra até o momento, com cerca de 50 peças. A mostra foi organizada pelo Museu de Arte Moderna de São Francisco antes de se mudar para o Museu Whitney, em Nova York.

A decisão de Sherald reflete um debate mais amplo sobre a representação artística e a visibilidade de comunidades vulneráveis. A artista destacou que o retrato é sua maneira de afirmar presença e criar visibilidade, e que comprometer essa visibilidade altera a mensagem da obra.

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