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Apresentadora enfrenta acusações de racismo contra Érika Hilton

IDPN e Coalizão Negra por Direitos pedem investigação de Antônia Fontenelle por declarações racistas e transfóbicas, com pena de até oito anos.

Apresentadora Antonia Fontenelle no Festival The Town (Foto: Ronny Santos/Folhapress)
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  • O Instituto de Defesa da População Negra (IDPN) e a Coalizão Negra por Direitos protocolaram uma notícia-crime contra Antônia Fontenelle.
  • As entidades pedem investigação por declarações consideradas racistas e transfóbicas feitas em vídeo no YouTube.
  • Fontenelle se referiu à deputada Erika Hilton de forma depreciativa e criticou padrões de beleza eurocêntricos.
  • A notícia-crime solicita pena de até oito anos de prisão e multa de R$ 303,6 mil, conforme a Lei do Racismo.
  • Fontenelle também fez ameaças à deputada, gerando repercussão nas redes sociais sobre a responsabilidade de influenciadores.

O Instituto de Defesa da População Negra (IDPN) e a Coalizão Negra por Direitos protocolaram, nesta quarta-feira (23), uma notícia-crime contra a atriz e empresária Antônia Fontenelle. As entidades solicitam ao Ministério Público a investigação das declarações consideradas racistas e transfóbicas feitas por Fontenelle em um vídeo publicado no YouTube em 18 de julho.

No vídeo, a empresária se refere à deputada Erika Hilton (PSOL) de maneira depreciativa, afirmando que ela é “preta, do cabelo duro, como todos os pretos são” e critica a busca por padrões de beleza eurocêntricos. A notícia-crime argumenta que as falas de Fontenelle podem incitar hostilidade entre seus seguidores, o que justifica a solicitação de uma pena de até oito anos de prisão e uma multa de R$ 303,6 mil, conforme a Lei do Racismo.

Além das declarações polêmicas, Fontenelle também fez ameaças à deputada, afirmando que, se confrontada, “vai puxar a peruca e deixá-la careca”. A gravação, que ainda estava disponível no YouTube até a publicação desta matéria, gerou grande repercussão nas redes sociais e levantou discussões sobre a responsabilidade de influenciadores em suas manifestações públicas.

As ações do IDPN e da Coalizão Negra por Direitos refletem um esforço coletivo de 290 entidades para combater a discriminação racial e de gênero no Brasil, destacando a importância de responsabilizar figuras públicas por suas palavras e atitudes.

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