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CDHU exonera funcionário após prisão por irregularidades

Motorista da CDHU confessa vandalismo a ônibus e é preso; investigações buscam esclarecer a série de ataques na região metropolitana.

Câmeras registram movimentação de veículo (Virtus branco) do preso por suspeita de ataques aos ônibus na região metropolitana de São Paulo (Foto: Secretaria de Segurança Pública de São Paulo)
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  • Edson Aparecido Campolongo, motorista da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), foi preso em 23 de julho após confessar vandalismo a 16 ônibus na região metropolitana de São Paulo.
  • Ele utilizou um carro oficial do órgão para cometer os atos, que fazem parte de uma série de mais de 500 ataques registrados na capital.
  • A CDHU demitiu Campolongo assim que soube da situação.
  • Investigações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) identificaram o veículo do servidor em locais próximos aos ataques, com imagens de câmeras de segurança.
  • Campolongo alegou que os atos foram motivados por um desejo de “consertar o Brasil”, mas a polícia não encontrou vínculos com grupos políticos ou facções criminosas. Seu irmão, Sergio Campolongo, também foi preso.

Motorista da CDHU é preso por vandalismo a ônibus em São Paulo

Edson Aparecido Campolongo, motorista da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), foi preso na terça-feira, 23, após confessar ter vandalizado 16 ônibus na região metropolitana de São Paulo. O funcionário, de 68 anos, utilizou um carro oficial do órgão para cometer os atos, que fazem parte de uma série de mais de 500 ataques registrados na capital.

A CDHU informou que, assim que tomou conhecimento da situação, o secretário solicitou a demissão de Campolongo. A prisão foi resultado de investigações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que identificou o veículo do servidor em locais próximos aos ataques. Câmeras de segurança registraram a movimentação do carro, um Virtus Branco, que estava sempre presente nas cenas dos crimes.

Motivações e investigações

Durante o depoimento, Campolongo alegou que os atos de vandalismo foram motivados por um desejo de “consertar o Brasil”. A polícia, no entanto, não encontrou indícios de vínculos com grupos políticos ou facções criminosas. Além de Campolongo, seu irmão, Sergio Campolongo, também foi preso após se entregar à polícia. Ele já tinha a prisão preventiva decretada.

As investigações continuam, e a polícia não descarta outras linhas de apuração, como disputas entre empresas de transporte e a possível participação do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os ataques dos irmãos se concentraram em São Bernardo do Campo e Osasco, mas ainda não se sabe se eles são responsáveis por todos os incidentes registrados.

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