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Crescimento do crime digital gera prejuízos significativos para a população, alerta especialista

Queda nos assassinatos no Brasil não alivia sensação de insegurança, com aumento de roubos de celulares e crimes virtuais.

Placa feita por moradores da região do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, indicando local onde índice de roubo é elevado. (Foto: Taba Benedicto/Estadão)
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  • Em 2024, o Brasil registrou uma queda de 5,4% nos assassinatos, o menor nível desde 2011, segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
  • Apesar da redução nos homicídios, a sensação de insegurança aumentou devido ao crescimento de roubos de celulares e golpes virtuais.
  • O presidente do Fórum, Renato Sérgio de Lima, destacou que a polícia deve ser parte da solução e alertou sobre o aumento de outros crimes, como os roubos.
  • O Anuário também apontou um aumento de 4,9% nos desaparecimentos, levantando preocupações sobre o crime organizado e a possibilidade de cemitérios clandestinos.
  • Lima enfatizou a necessidade de uma abordagem mais integrada e eficaz no combate ao crime, especialmente em relação ao crime digital e à impunidade.

Em 2024, o Brasil registrou uma queda de 5,4% nos assassinatos, atingindo o menor nível desde 2011, conforme o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Apesar dessa redução, a sensação de insegurança aumentou, impulsionada pelo crescimento de roubos de celulares e golpes virtuais.

Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum, enfatiza que a polícia deve ser parte da solução e não do problema. Ele alerta que, embora alguns crimes tenham diminuído, outros, como os roubos, estão em ascensão. “Os números mostram que a preocupação da população não é infundada”, afirma Lima. Ele destaca a necessidade de uma abordagem mais integrada e sofisticada no combate ao crime organizado.

Desafios da Segurança Pública

O Anuário também revela um aumento de 4,9% nos desaparecimentos, o que levanta questões sobre a forma como o crime organizado atua, incluindo a possibilidade de cemitérios clandestinos. Lima ressalta que muitos desaparecimentos são voluntários, mas muitos outros estão relacionados a assassinatos. A falta de uma medição precisa da criminalidade é um desafio que o Estado precisa enfrentar.

Os dados sobre roubos de celulares são alarmantes, com quase 1 milhão de ocorrências registradas. Apesar da queda em alguns tipos de crime, a investigação de receptação caiu 7,3% em relação ao ano anterior, indicando uma falha na responsabilização dos criminosos. Lima observa que o crime digital, que não respeita fronteiras, também está em ascensão, exigindo uma resposta mais eficaz das autoridades.

Necessidade de Inovação

A transformação digital da sociedade está diretamente ligada ao aumento de golpes e estelionatos. Lima destaca que as polícias estão mal preparadas para lidar com esses novos desafios. “É necessário repensar a coordenação federativa e fortalecer a investigação”, afirma. Ele alerta que a impunidade e a falta de combate à lavagem de dinheiro são fatores que alimentam o crime organizado.

Embora as mortes violentas tenham diminuído, a insegurança e o medo da população permanecem elevados. Lima conclui que a complexidade do problema exige políticas públicas mais eficazes, que vão além da recuperação de bens, para garantir um ambiente mais seguro em todos os aspectos da vida cotidiana.

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