- Bia Lula, neta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, usou o estilo de comunicação de Nikolas Ferreira para criticar Donald Trump e Jair Bolsonaro em um vídeo.
- Ela atacou a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, afirmando que os líderes nunca buscaram diálogo.
- Bia defendeu o sistema de pagamentos Pix, atribuindo sua criação ao Banco Central e afirmando que seu avô luta para mantê-lo gratuito.
- Ela cometeu um erro ao afirmar que os Estados Unidos exploram o Brasil há 500 anos, desconsiderando a fundação do país em 1776.
- As declarações geraram reações de figuras da direita, como Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro, que criticaram a falta de precisão nos dados apresentados.
Bia Lula, neta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adotou o estilo de comunicação popularizado por Nikolas Ferreira para criticar Donald Trump e Jair Bolsonaro. Em um vídeo postado nesta quarta-feira, Bia atacou a tarifa de 50% imposta pelo governo americano sobre produtos brasileiros, afirmando que ambos os líderes “nunca quiseram diálogo ou acordo”.
No vídeo, Bia defendeu o sistema de pagamentos Pix, atribuindo sua criação ao Banco Central e não a Bolsonaro, e destacou que seu avô está lutando para mantê-lo gratuito. “Se fosse o Bolsonaro, já teria entregado tudo”, afirmou. No entanto, a neta de Lula cometeu um erro ao afirmar que os Estados Unidos exploram o Brasil há 500 anos, desconsiderando que o país foi fundado em 1776.
As declarações de Bia geraram reações de figuras da direita, como Nikolas Ferreira, que criticou a falta de precisão nos dados. “A mentira está no DNA”, escreveu ele nas redes sociais, enquanto Eduardo Bolsonaro também se manifestou, insinuando que Bia aprendeu a distorcer números com o avô.
Estilo de Comunicação em Ascensão
O uso de vídeos curtos e diretos para abordar temas polêmicos tem se tornado uma estratégia comum na comunicação política. Nikolas Ferreira, deputado federal, foi um dos primeiros a utilizar esse formato, alcançando milhões de visualizações em suas postagens. Outros políticos, como Guilherme Cortez (PSOL-SP) e André Janones (Avante-MG), também têm seguido essa tendência.
Arthur Ituassu, professor da PUC-Rio, observa que a esquerda está aprendendo a usar as redes sociais de forma mais eficaz, similar ao que a direita fez anteriormente. “O que faz diferença agora é o conteúdo universal das pautas, como justiça tributária e soberania nacional”, afirma. Luciana Veiga, professora de Ciência Política, complementa que ambos os lados estão utilizando discursos digitais que desqualificam a informação da imprensa, buscando engajamento nas redes sociais.
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