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EUA podem sancionar Motta e Alcolumbre e intensificam divisão no bolsonarismo

Divisões internas no bolsonarismo se acentuam com propostas de sanções dos EUA contra líderes do Legislativo, complicando articulações políticas.

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão solene destinada a inaugurar a 3ª Sessão Legislativa Ordinária da 57ª Legislatura. Mesa: presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP); presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
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  • O bolsonarismo enfrenta um novo racha interno devido a discussões sobre sanções dos Estados Unidos contra os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
  • Congressistas alinhados a Eduardo Bolsonaro propõem a revogação dos vistos dos dois líderes, acusando-os de “cooperar com a censura”.
  • A ala pragmática do bolsonarismo, ligada ao Centrão, teme que as sanções prejudiquem a articulação para o projeto de anistia aos réus dos atos de oito de janeiro.
  • As críticas a Motta aumentaram após ele não pautar o projeto de anistia e suspender os trabalhos nas comissões da Câmara.
  • Alcolumbre é criticado por não colocar em votação pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

O bolsonarismo enfrenta um novo racha interno, evidenciado pelas discussões sobre possíveis sanções dos Estados Unidos contra os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre. Congressistas alinhados a Eduardo Bolsonaro defendem a revogação dos vistos dos dois líderes, alegando que eles “cooperam com a censura” e protegem figuras do Judiciário, como o ministro Alexandre de Moraes, já sancionado pelos EUA.

Por outro lado, a ala mais pragmática do bolsonarismo, ligada ao Centrão e ao PL de Valdemar Costa Neto, teme que tais sanções comprometam a articulação em torno do projeto de anistia aos réus dos atos de 8 de Janeiro. Essa ala considera que a retaliação internacional poderia fortalecer a aliança entre Executivo, Legislativo e Judiciário, dificultando a tramitação de pautas de interesse da oposição.

As críticas a Motta aumentaram após ele não pautar o projeto de anistia antes do recesso e manter a suspensão dos trabalhos nas comissões da Câmara. Alcolumbre, por sua vez, tem sido alvo de reprovação por não colocar em votação pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. A divisão entre os grupos revela a fragilidade do bolsonarismo em um momento crítico, onde a busca por articulações políticas se torna essencial para a sobrevivência de suas pautas.

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