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Hogan colabora com bilionário para desmantelar empresa de mídia nos EUA

Morte de Hulk Hogan reabre debate sobre o financiamento de Peter Thiel ao processo contra o Gawker, levantando questões sobre poder e mídia.

Ex-astro da WWE processou site Gawker em US$ 140 milhões por publicação de vídeo íntimo do lutador em 2012. (Foto: Andrew Caballero-reynolds/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS)
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  • A morte de Hulk Hogan, anunciada em 24 de julho de 2025, reacendeu a polêmica sobre seu processo contra o site Gawker.
  • Hogan processou o Gawker por invasão de privacidade após a publicação de um vídeo íntimo, resultando em um veredicto que condenou o site a pagar US$ 140 milhões.
  • O caso teve início em 2012, quando o Gawker divulgou um trecho do vídeo sem o consentimento de Hogan, que alegou humilhação.
  • Revelou-se que Peter Thiel, cofundador do PayPal, financiou secretamente o processo, investindo cerca de US$ 10 milhões, como forma de vingança contra o Gawker.
  • A falência do Gawker ocorreu após o veredicto, levantando questões sobre a influência de bilionários na mídia e o impacto sobre a liberdade de imprensa.

A morte de Hulk Hogan, anunciada nesta quinta-feira, 24, reacendeu a polêmica em torno de seu famoso processo contra o site Gawker. O ex-lutador da WWE havia processado o veículo por invasão de privacidade após a publicação de um vídeo íntimo, resultando em um veredicto que condenou o Gawker a pagar US$ 140 milhões.

O caso começou em 2012, quando o Gawker publicou um trecho de um vídeo íntimo de Hogan com Heather Clem, então esposa de seu amigo. Hogan alegou que a gravação foi feita sem seu consentimento e que a publicação o deixou completamente humilhado. O tribunal da Flórida decidiu a favor do lutador, considerando que seu direito à privacidade se sobrepunha ao interesse público.

O Papel de Peter Thiel

Um aspecto surpreendente do caso foi revelado após a morte de Hogan: seu processo foi secretamente financiado por Peter Thiel, cofundador do PayPal. Thiel, que havia sido alvo de uma publicação do Gawker que expôs sua orientação sexual sem consentimento, investiu cerca de US$ 10 milhões em ações judiciais contra o site. Essa estratégia visava, segundo ele, vingar-se do veículo e culminou na falência do Gawker.

Após o veredicto, o Gawker pediu falência e vendeu suas marcas, encerrando suas operações. O fundador do site, Nick Denton, expressou em uma carta aberta que Thiel também deveria enfrentar um escrutínio público, agora que sua influência estava exposta. A situação levantou questões sobre a influência de bilionários na mídia e o impacto de ações judiciais motivadas por interesses pessoais.

Repercussões e Legado

O caso de Hogan contra o Gawker gerou reações polarizadas. Para alguns, foi uma vitória contra práticas jornalísticas sensacionalistas; para outros, uma ameaça à liberdade de imprensa. A defesa do Gawker argumentou que a publicação tinha valor jornalístico, mas o tribunal decidiu que a privacidade de Hogan deveria ser respeitada.

O desfecho do caso não apenas marcou o fim do Gawker, mas também sinalizou um novo capítulo na relação entre mídia e poder econômico, levantando preocupações sobre a censura privada e a sustentabilidade de veículos independentes.

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