- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu não transformar as medidas cautelares contra Jair Bolsonaro em prisão preventiva.
- As restrições, que incluem uso de tornozeleira eletrônica e proibição de redes sociais, continuam em vigor.
- Congressistas da oposição criticaram a decisão, acusando Moraes de agir de forma arbitrária.
- O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) chamou Moraes de “psicopata de toga” e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que as decisões são “inconstitucionais e arbitrárias”.
- O clima de tensão entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal aumenta, com a oposição se mobilizando contra o que considera uma perseguição ao ex-presidente.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de não transformar as medidas cautelares contra Jair Bolsonaro em prisão preventiva gerou reações intensas entre congressistas da oposição. As restrições, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de redes sociais, permanecem em vigor, mesmo após a avaliação do magistrado.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, foi um dos críticos mais contundentes, chamando Moraes de “psicopata de toga”. Em suas redes sociais, ele acusou o ministro de agir com “raiva” e de promover um “estado de exceção camuflado”. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também se manifestou, afirmando que as decisões de Moraes são “inconstitucionais e arbitrárias”, convocando a população a se mobilizar.
Reações da Oposição
O senador Rogério Marinho (PL-RN) elogiou a decisão de Moraes como um “gesto de bom senso”, mas criticou a condução do processo, que considera politicamente viciada. Por outro lado, o deputado Maurício Marcon (Podemos-RS) fez uma piada sobre a decisão, questionando se Moraes teria “acadelado” após a repercussão negativa das medidas.
As declarações refletem um clima de tensão crescente entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Moraes reconheceu um “descumprimento isolado” das medidas, mas decidiu manter as restrições, que incluem toque de recolher noturno e proibição de uso de redes sociais. A situação evidencia a escalada institucional em curso no país, com a oposição se mobilizando contra o que considera uma perseguição ao ex-presidente.
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