- Roberto Requião, ex-governador do Paraná e novo membro do Partido Democrático Trabalhista (PDT), criticou a falta de uma proposta estratégica no governo Lula.
- Ele defendeu que o PDT deve lançar uma candidatura própria em 2026, focando em um projeto nacionalista e soberano.
- Requião afirmou que a política econômica atual é uma continuidade do governo Jair Bolsonaro e expressou preocupação com a dependência do Centrão.
- O ex-governador destacou a importância de um projeto que priorize o desenvolvimento e a soberania do Brasil, sem alianças que favoreçam a direita.
- Ele concluiu que o futuro do país depende de um projeto de desenvolvimento nacional que respeite o povo brasileiro.
Roberto Requião, ex-governador do Paraná e recém-filiado ao PDT, criticou a falta de uma proposta estratégica no governo Lula, afirmando que o partido deve lançar uma candidatura própria em 2026. Em entrevista à revista CartaCapital, ele expressou preocupação com a atual política econômica, que considera uma continuidade do governo anterior de Jair Bolsonaro.
Requião destacou que não existe mais uma esquerda dedicada ao debate dos problemas do Brasil. Para ele, o PDT deve romper com acordos eleitorais superficiais e construir um projeto nacionalista e soberano. O ex-governador acredita que o partido pode oferecer uma alternativa real de mudança, unindo democracia e desenvolvimento.
Ele também criticou a dependência do Centrão e a falta de um projeto claro para o país. Requião defendeu que o Brasil precisa de um projeto nacionalista e soberano, especialmente em um contexto global marcado pela disputa entre potências como China e Estados Unidos. Para ele, a ausência de uma estratégia própria torna o Brasil vulnerável a interesses externos.
Críticas ao Governo Lula
Requião não poupou críticas ao governo Lula, afirmando que a atual administração é fruto de uma aliança com a extrema-direita. Ele mencionou o apoio ao governo no Paraná, mas lamentou a venda de estatais e a falta de um compromisso real com o desenvolvimento nacional. O ex-governador enfatizou que as empresas estratégicas devem estar sob controle do Estado.
Ele também se posicionou contra a continuidade de acordos que favorecem a direita, afirmando que o PDT deve primeiro elaborar um projeto de governo antes de discutir alianças. Requião se comprometeu a trabalhar na formulação de um projeto que priorize o desenvolvimento e a soberania do Brasil, destacando a importância de um partido que resgate as tradições trabalhistas.
Requião concluiu que o futuro do Brasil depende de um projeto de desenvolvimento nacional, afirmando que o povo brasileiro não está sendo respeitado sob a atual gestão. Ele reiterou que o PDT é o único partido que ainda fala em soberania e desenvolvimento, sem esquecer suas raízes trabalhistas.
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