- A Polícia Federal iniciará a análise do livro “Recueil des Loix Constitutives des États-Unis de l’Amérique”, que pode conter anotações de Tiradentes.
- O exemplar foi entregue ao Instituto Nacional de Criminalística em Brasília pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em 11 de julho.
- O livro, considerado “proibido” na época, foi encontrado com Tiradentes durante sua prisão em maio de 1789 e contém leis americanas que influenciaram a Inconfidência Mineira.
- A análise incluirá exames grafológicos para confirmar a autoria das anotações, o que pode aumentar o valor histórico da obra.
- O livro foi mencionado nos Autos da Devassa, processo que incriminou os inconfidentes, e permaneceu na Biblioteca Pública de Florianópolis até ser reintegrado ao acervo do Museu da Inconfidência na década de 1980.
A Polícia Federal iniciará a análise de um livro histórico que pode conter anotações de Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes. O exemplar, intitulado “Recueil des Loix Constitutives des États-Unis de l’Amérique”, foi entregue ao Instituto Nacional de Criminalística em Brasília pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no dia 11 de julho.
O livro, considerado “proibido” na época, foi encontrado com Tiradentes no momento de sua prisão em maio de 1789. Ele compila leis americanas publicadas entre 1776 e 1789, que influenciaram a Inconfidência Mineira. O diretor do Museu da Inconfidência, Alex Calheiros, destacou que a obra é fundamental para entender a atuação de Tiradentes e o pensamento iluminista que permeava o movimento.
A análise incluirá exames grafológicos no Serviço de Perícias Documentoscópicas. Se confirmada a autoria das anotações, o valor histórico do livro aumentará significativamente. Calheiros afirmou que isso proporcionará novas camadas de entendimento sobre Tiradentes e sua influência no contexto da época.
O livro foi citado várias vezes nos Autos da Devassa, processo que incriminou os inconfidentes. Indícios nos autos sugerem que Tiradentes fazia anotações nesse exemplar específico. Após ser anexado ao processo, o livro permaneceu na Biblioteca Pública de Florianópolis por décadas, sendo reintegrado ao acervo do Museu da Inconfidência na década de 1980.
O historiador Kenneth Maxwell considera a obra uma peça central na história da Conjuração Mineira. Relatos indicam que Tiradentes buscava amigos para traduzir trechos do francês e marcava passagens que lhe interessavam. A expectativa é que a análise do livro traga à tona novos insights sobre um dos principais personagens da história brasileira.
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