Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Réu afirma que mensagens golpistas eram estratégia de marketing para seguidores

Ailton Barros admitiu no STF que mensagens golpistas foram estratégia de marketing para sua carreira política, negando planejamento de golpe.

O major Ailton Gonçalves Moraes Barros foi interrogado na ação penal sobre tentativa de golpe (Foto: Reprodução/Facebook)
0:00
Carregando...
0:00
  • O ex-major do Exército Ailton Barros admitiu no Supremo Tribunal Federal (STF) que suas mensagens golpistas foram uma estratégia de marketing para sua carreira política.
  • Durante o interrogatório, Barros negou ter planejado um golpe, afirmando que seu objetivo era aumentar seguidores e votos.
  • Ele se apresentou como “01 do Bolsonaro” na candidatura a deputado estadual em 2022 e disse que suas postagens nas redes sociais visavam engajamento.
  • Barros comentou sobre suas interações com o general Braga Netto, afirmando que as mensagens trocadas eram mais desabafos do que orientações.
  • O ex-major é réu em um caso de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, com penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão.

O ex-major do Exército Ailton Barros, réu em um caso de tentativa de golpe no Brasil, admitiu no Supremo Tribunal Federal (STF) que suas mensagens golpistas foram uma estratégia de marketing para alavancar sua carreira política. Durante o interrogatório, Barros negou ter planejado um golpe, afirmando que seu objetivo era apenas aumentar seu número de seguidores e votos.

Barros, que se apresentou como “01 do Bolsonaro” durante sua candidatura a deputado estadual em 2022, revelou que suas postagens nas redes sociais, consideradas golpistas pela Polícia Federal, foram uma tentativa de engajamento. Ele citou um curso de marketing como inspiração para sua abordagem. Em uma de suas publicações, Barros mencionou que os acampamentos de bolsonaristas separariam “os homens das criancinhas”, marcando o ex-presidente Jair Bolsonaro e o então comandante do Exército, Freire Gomes.

Relação com Braga Netto

O ex-major também comentou sobre suas interações com o general Braga Netto, ex-chefe da Casa Civil. Barros disse que as mensagens trocadas entre eles eram mais um desabafo do general do que uma orientação. Em conversas interceptadas, Braga Netto teria incentivado Barros a atacar o tenente-brigadeiro Baptista Júnior, que não apoiou a trama golpista, e a elogiar o almirante Almir Garnier Santos, que teria endossado o plano.

Barros afirmou que se aproximou de Braga Netto por interesses políticos, buscando apoio em suas propostas na área de segurança pública. Ele admitiu que suas mensagens com teor golpista visavam agradar o general e que sua intenção era manter a pressão sobre o comandante do Exército.

Acusações e Consequências

O ex-major é um dos sete réus acusados de crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito. As penas somadas podem ultrapassar 40 anos de prisão. O grupo, que inclui militares e um agente da Polícia Federal, é investigado por propagar notícias falsas e realizar ataques virtuais a instituições e autoridades, dentro de uma estratégia para manter Bolsonaro no poder.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais