- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, vetou 127 emendas propostas pelos vereadores na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, sancionada em 22 de outubro.
- A decisão gerou descontentamento, inclusive entre sua base aliada.
- As emendas vetadas incluíam a construção de um hospital em Perus, a compra de 40 mil câmeras para o programa Smart Sampa e a criação de 5 mil moradias no Jardim Pantanal.
- Nunes justificou os vetos com base na autonomia da administração e na viabilidade orçamentária, afirmando que as emendas comprometem o planejamento fiscal.
- A líder do Partido dos Trabalhadores (PT), Luna Zarattini, criticou a decisão, destacando a importância do reajuste do auxílio-aluguel para famílias vulneráveis.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), vetou 127 emendas propostas pelos vereadores ao sancionar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, em 22 de outubro. A decisão gerou descontentamento, inclusive entre membros de sua própria base. A vereadora Janaína Paschoal (PP), autora de duas emendas, expressou sua insatisfação em um grupo de WhatsApp, afirmando que a confiança na administração estava comprometida.
As emendas vetadas incluíam propostas significativas, como a construção de um hospital em Perus, a compra de 40 mil câmeras para o programa Smart Sampa, e a criação de 5.000 moradias para famílias em áreas de alagamento no Jardim Pantanal. Além disso, foram rejeitadas iniciativas para a reforma do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) e a implantação de uma universidade pública municipal.
Justificativas do Prefeito
Na carta enviada ao presidente da Câmara, Ricardo Teixeira (União Brasil), Nunes justificou os vetos com base na autonomia da administração e na viabilidade orçamentária. Segundo ele, a inclusão de ações específicas na LDO compromete o planejamento fiscal para 2026. O prefeito argumentou que as emendas limitam a capacidade do Executivo de ajustar políticas públicas conforme as prioridades e a disponibilidade de recursos.
Entre as propostas vetadas, destacam-se também ações para a revitalização de calçadas, medidas para reduzir mortes no trânsito e o reajuste do auxílio-aluguel, que poderia aumentar de R$ 400 para pelo menos R$ 800. A líder do PT, Luna Zarattini, criticou a decisão, ressaltando a importância do reajuste para famílias em situação de vulnerabilidade.
A situação evidencia um desafio para a administração municipal, que busca equilibrar a autonomia do Executivo com a necessidade de atender às demandas da Câmara e da população.
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