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Rússia e Ucrânia realizam ataques com drones após novas negociações de cessar-fogo

Ataques aéreos entre Rússia e Ucrânia aumentam tensões, enquanto negociações em Istambul falham em avançar para um cessar-fogo.

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  • Recentes ataques aéreos entre Rússia e Ucrânia resultaram em mortes e feridos em ambos os lados, após uma terceira rodada de negociações em Istambul.
  • Em Kharkiv, na Ucrânia, três pessoas foram encontradas mortas sob os escombros de uma casa, e cidades como Cherkasy e Zaporizhzhia também registraram feridos.
  • Um ataque em Odesa atingiu o mercado Pryvoz, patrimônio da Unesco, causando incêndios.
  • Do lado russo, dois civis foram mortos e 11 feridos em um ataque ucraniano em Sochi, enquanto um ataque russo em Kharkiv deixou 33 feridos.
  • As negociações em Istambul duraram apenas uma hora e não resultaram em avanços, com a Rússia propondo a troca de prisioneiros de guerra, mas sem medidas concretas para encerrar o conflito.

Recentes ataques aéreos entre Rússia e Ucrânia resultaram em mortes e feridos em ambos os lados, logo após uma terceira rodada de negociações de cessar-fogo em Istambul. Em Kharkiv, na Ucrânia, três pessoas foram encontradas mortas sob os escombros de uma casa, enquanto outras cidades, como Cherkasy e Zaporizhzhia, também registraram feridos. Em Odesa, o famoso mercado Pryvoz, patrimônio da Unesco, foi atingido, provocando incêndios.

Do lado russo, autoridades relataram que dois civis foram mortos e 11 ficaram feridos em um ataque ucraniano em Sochi, na região de Krasnodar. Além disso, um ataque russo em Kharkiv deixou 33 pessoas feridas. As delegações de ambos os países se reuniram em Istambul, mas as conversas duraram apenas uma hora e não resultaram em avanços significativos.

Vladimir Medinsky, chefe da delegação russa, afirmou que houve um acordo para a troca de 1.200 prisioneiros de guerra e que a Rússia ofereceu transferir 3.000 corpos de soldados ucranianos. No entanto, não foram tomadas medidas concretas para encerrar o conflito, que já dura quase quatro anos. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que não havia expectativas de um avanço nas negociações.

Antes da reunião, Rustem Umerov, líder da delegação ucraniana, destacou a importância de um encontro entre os presidentes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky até o final de agosto. Contudo, Peskov considerou essa ideia “prematura”, afirmando que ainda há muito trabalho a ser feito. Umerov e Medinsky se encontraram em uma conversa privada durante as negociações, segundo o deputado ucraniano Oleksiy Hocharenko.

As duas primeiras rodadas de negociações ocorreram em maio e junho, a pedido do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que expressou seu desejo de ver o fim do conflito. Trump estabeleceu um prazo de 50 dias para que Rússia e Ucrânia chegassem a um acordo, ameaçando impor “tarifas severas” a Moscou caso não houvesse progresso. A Rússia, por sua vez, mantém suas condições para a paz, que incluem a neutralidade da Ucrânia e a redução de suas forças armadas, demandas inaceitáveis para Kyiv e seus aliados ocidentais.

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