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Silveira mira vaga no Senado, aguardando aval de Lula

Ministro de Minas e Energia admite pretensão de disputar o Senado por Minas em 2026, mas aguarda aval de Lula para atuar onde for mais útil

O ministro Alexandre Silveira (dir.) disse que a maior parte do PSD que ocupa cargos estratégicos em Estados importantes apoia a reeleição do presidente Lula (esq.)
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  • O ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, disse que gostaria de concorrer ao Senado por Minas Gerais em 2026, mas aguarda a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • Ele afirma que sua prioridade é trabalhar pela reeleição de Lula e que, se for escalado pelo presidente, atuará onde for mais útil ao projeto do país.
  • Silveira já foi suplente no Senado entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2023 e tentou a vaga em 2022, mas foi derrotado.
  • Para concorrer ao Senado, ele precisa deixar o cargo até 4 de abril de 2026, conforme a legislação eleitoral.
  • O PSD está dividido sobre o apoio à reeleição de Lula, com representantes do partido em estados estratégicos apontando para críticas à atual gestão e, em alguns casos, apoio a candidatos de direita em 2026.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, manifestou o desejo de disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais em 2026, mas afirmou que só irá concorrer se houver aval de Lula. A prioridade dele é apoiar a reeleição do presidente. A declaração foi feita em entrevista veiculada pelo jornal Folha de S.Paulo no dia 24 de julho de 2025.

Silveira ressaltou já ter experiência parlamentar ao atuar como suplente de Antonio Anastasia entre 2022 e 2023, situação que ocorreu antes de Anastasia assumir o Ministério do TCU. Em 2022 Silveira disputou o Senado, mas perdeu a eleição para Cleitinho Azevedo.

Caso confirme a intenção de concorrer, o ministro precisará deixar o cargo até 4 de abril de 2026, prazo previsto pela legislação eleitoral para desincompatibilização de candidatos.

Contexto dentro do PSD

O PSD, partido de Silveira e presidido por Gilberto Kassab, encontra-se dividido quanto ao apoio à reeleição de Lula, apesar de compor a base aliada do governo. Em votações recentes, membros do partido votaram com a oposição em temas como o aumento do IOF, sinalizando divergências internas sobre apoios a candidatos de diferentes espectros.

Silveira indicou que parte relevante do partido em estados estratégicos apoia a reeleição de Lula, citando nomes como o senador Omar Aziz, o ministro Carlos Fávaro e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como exemplos de atuação alinhada ao projeto do atual governo.

A gestão do PSD é destacada pelo líder do partido, segundo Silveira, por facilitar convergência e entendimento, mesmo diante de diferenças internas. A narrativa reforça a ideia de que decisões maiores costumam depender de acordos entre lideranças e do respaldo do principal dirigente do partido.

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