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Torres solicitou mais ações eleitorais entre os turnos, revela ex-diretor

Ex-diretor do Ministério da Justiça revela mudanças de postura de Anderson Torres durante as eleições de 2022 em depoimento ao STF.

Foto: Reprodução
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  • Fernando de Sousa Oliveira, ex-diretor de operações do Ministério da Justiça, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Ele implicou Anderson Torres, ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, em ações durante as eleições de 2022.
  • Oliveira afirmou que Torres mudou sua postura entre o primeiro e o segundo turno, solicitando operações da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
  • Torres pediu uma operação conjunta chamada Crime Eleitoral Zero, e Oliveira se opôs à solicitação.
  • As audiências do STF envolvem treze réus do núcleo 2 da trama golpista, que enfrentam acusações graves, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O ex-diretor de operações do Ministério da Justiça, Fernando de Sousa Oliveira, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde implicou Anderson Torres, ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, em ações controversas durante as eleições de 2022. Oliveira afirmou que Torres alterou sua postura entre o primeiro e o segundo turno, solicitando operações da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Oliveira destacou que, enquanto no primeiro turno não houve participação de Torres em reuniões, no segundo turno houve uma demanda intensa por operações eleitorais. Ele mencionou ter sido convocado pelo menos seis vezes pelo ex-secretário. “Torres estava insatisfeito com a PF e pediu uma operação conjunta com a PRF, chamada Crime Eleitoral Zero”, relatou Oliveira, que se opôs à solicitação.

Contexto das Investigações

As audiências do STF envolvem 13 réus do núcleo 2 da trama golpista, que inclui servidores de segundo escalão da gestão Bolsonaro. Eles são acusados de gerenciar ações golpistas, como o plano de assassinato do ministro Alexandre de Moraes e a operação da PRF que priorizou blitze em estados do Nordeste durante o segundo turno. As sessões estão sendo realizadas por videoconferência, enquanto o núcleo 1, que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ministros, ocorre presencialmente.

Os réus enfrentam acusações graves, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada. Caso condenados, as penas podem somar até 46 anos de prisão. As defesas criticam a agilidade do processo e a falta de tempo para análise do material apresentado. Neste momento, os réus têm a oportunidade de se defender e rebater as acusações.

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