- O presidente da Câmara, Hugo Motta, viajou a Portugal em um jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB).
- A viagem custou US$ 10,9 mil em diárias, equivalente a aproximadamente R$ 60,9 mil.
- Motta participou do Fórum de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”, com outros seis convidados.
- A Câmara não divulgou a lista de passageiros, alegando “motivos de segurança”, o que gerou críticas sobre falta de transparência.
- O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para investigar o sigilo da Câmara.
Enquanto defende um “Estado menos perdulário” e cobra do governo Lula por medidas de ajuste fiscal, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), viajou a Portugal no início deste mês. A viagem, realizada a bordo de um jatinho da FAB, custou US$ 10,9 mil em diárias, o que equivale a aproximadamente R$ 60,9 mil. A informação foi obtida por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Motta participou do Fórum de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”, acompanhado de outros seis convidados. A Câmara dos Deputados não divulgou a lista de passageiros, alegando “motivos de segurança”, o que gerou críticas sobre a falta de transparência. O Tribunal de Contas da União (TCU) já abriu um processo para investigar o sigilo da Câmara, sob a relatoria do ministro Antonio Anastasia.
A Aeronáutica também se recusou a informar a relação de passageiros, afirmando que a responsabilidade de prestar esses esclarecimentos cabe à Câmara. O jatinho utilizado, um E-135 Legacy (VC-99B), tem capacidade para 12 passageiros. Motta teria oferecido carona a outros parlamentares, incluindo o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Críticas à Falta de Transparência
A ONG Transparência Brasil criticou a postura da Câmara, afirmando que a falta de divulgação de informações de interesse público é alarmante. A diretora executiva da ONG, Juliana Sakai, destacou que “gastos do Estado e seus beneficiários são informações que o cidadão tem o direito de saber”. Em contraste, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e outros ministros viajaram a Portugal em voos comerciais, com as passagens custeadas pelos organizadores do evento.
Motta, que defende um modelo de Estado mais eficiente e menos custoso, parece contradizer suas próprias afirmações ao utilizar recursos públicos para sua viagem. A situação levanta questões sobre a real aplicação dos princípios de eficiência e transparência que ele prega.
Entre na conversa da comunidade