- O deputado Guto Zacarias protocolou uma ação na Justiça Federal para anular gastos autorizados pela nota reversal nº 228/2005, que altera o Tratado de Itaipu.
- Os gastos, que totalizam R$ 5 bilhões desde 2023, incluem repasses ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e à Conferência das Partes (COP30).
- A ação questiona a legalidade dos repasses, argumentando que não houve aprovação do Congresso, conforme exige a Constituição.
- Entre os valores contestados estão R$ 81 milhões para a Cooperativa Central da Reforma Agrária do Paraná e R$ 180 milhões para adequações no porto de Belém (PA).
- O deputado pede a devolução dos recursos e a suspensão de novos gastos socioambientais, incluindo os ministros e o diretor-geral da Itaipu como réus na ação.
O deputado Guto Zacarias (União-SP) protocolou uma ação na Justiça Federal visando anular gastos autorizados pela nota reversal nº 228/2005, que altera o Tratado de Itaipu. Esses gastos, que incluem repasses ao MST e à COP30, totalizam R$ 5 bilhões desde 2023 e estão sendo cobrados na conta de luz dos brasileiros. A ação questiona a legalidade da medida, argumentando que não houve aprovação do Congresso, conforme exige a Constituição para acordos internacionais que impactem o patrimônio nacional.
Entre os valores contestados, estão R$ 81 milhões destinados à Cooperativa Central da Reforma Agrária do Paraná, vinculada ao MST, e R$ 180 milhões para adequações no porto de Belém (PA) para a COP30. O deputado alega que esses repasses são ilegais e prejudiciais ao patrimônio público, pedindo a devolução dos recursos e a declaração de nulidade dos gastos.
Ação Judicial
Na petição, Zacarias requer que a Justiça suspenda a autorização para novos gastos socioambientais e bloqueie valores ainda não repassados. Além da Itaipu e da União, a ação inclui como réus os ministros Mauro Vieira e Alexandre Silveira, o diretor-geral da Itaipu, Enio Verru, e a cooperativa mencionada. O governo defende que a nota reversal não requer aprovação legislativa, argumentando que não gera novas despesas para a União. A Itaipu, por sua vez, afirma que os gastos socioambientais não impactam a tarifa da usina.
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