- Yan Burle Carvalho foi assaltado duas vezes na linha de ônibus executivo 2303, que liga o Centro à Zona Oeste do Rio.
- O trajeto é conhecido por altos índices de criminalidade, especialmente na Avenida Brasil.
- Em um dos assaltos, um tiroteio feriu um jovem, que foi levado ao Hospital Municipal Pedro II e recebeu alta no mesmo dia.
- Yan perdeu sua aliança e celular e, sete meses depois, foi assaltado novamente, levando apenas um celular velho.
- Os assaltos ocorrem frequentemente na altura de Palmares, onde criminosos se escondem em um matagal, aproveitando a falta de policiamento.
Yan Burle Carvalho, de 30 anos, foi assaltado duas vezes na linha de ônibus executivo 2303, que conecta o Centro à Zona Oeste do Rio. O trajeto, que passa pela Avenida Brasil, é conhecido por altos índices de criminalidade. Em um dos assaltos, ocorrido em maio do ano passado, um tiroteio deixou um jovem ferido.
Os assaltos na linha 2303 têm se tornado frequentes, com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostrando um aumento nos roubos em coletivos na região. Yan, que trabalha como técnico em eletroquímica e reside em Santa Cruz, relatou que o primeiro assalto foi marcado por momentos de terror. Dois homens armados entraram no ônibus, renderam o motorista e começaram a recolher os pertences dos passageiros. O jovem que estava atrás dele, João Pedro Gomes de Abreu, de 20 anos, foi baleado durante uma luta corporal com um dos criminosos.
Após o incidente, João Pedro foi levado ao Hospital Municipal Pedro II e recebeu alta no mesmo dia, mas o trauma persiste. Yan, que perdeu sua aliança e celular, descreve a sensação de insegurança que tomou conta de sua rotina. Sete meses depois, ele foi assaltado novamente no mesmo ônibus, desta vez levando um celular velho para evitar novas perdas.
Os assaltos ocorrem frequentemente na altura de Palmares, onde os criminosos se escondem em um matagal próximo. A falta de policiamento e a distância entre os pontos de parada permitem que os bandidos atuem com tranquilidade. Yan enfatiza que, apesar do custo elevado da passagem, os passageiros são trabalhadores que buscam apenas voltar para casa em segurança. A experiência traumática deixou marcas profundas, e tanto ele quanto João Pedro continuam a usar a mesma linha, mesmo com o medo constante.
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