- Um motorista da linha 472, que liga Triagem ao Leme, foi atacado durante uma tentativa de assalto no Rio de Janeiro em maio.
- O assaltante, disfarçado de trabalhador, feriu o motorista com um gargalo de garrafa, mas não conseguiu levar nada e fugiu.
- Os roubos em coletivos aumentaram 42,6% em 2024, com 1.503 ocorrências nas áreas cortadas pela Avenida Brasil.
- Motoristas também enfrentam ameaças de grupos de adolescentes que entram nos ônibus sem pagar e roubam passageiros.
- Em alguns bairros da Zona Norte, como Ramos e Maracanã, os assaltos a coletivos cresceram até 357,1%.
Um motorista da linha 472, que liga Triagem ao Leme, foi atacado durante uma tentativa de assalto no Rio de Janeiro. O incidente ocorreu em maio, quando um homem, disfarçado de trabalhador, anunciou o assalto e feriu o motorista com um gargalo de garrafa. Apesar dos ferimentos no pescoço e na mão, o assaltante não conseguiu levar nada e fugiu.
Esse episódio é parte de um cenário alarmante de violência contra motoristas de ônibus na cidade. Dados do Mapa do Crime mostram que os roubos em coletivos aumentaram 42,6% em 2024, com 1.503 ocorrências apenas nas áreas cortadas pela Avenida Brasil. O bairro do Caju, por exemplo, registrou um aumento de 76,9% nos assaltos em transportes públicos.
A Violência Cotidiana
Além dos assaltos, motoristas enfrentam a ameaça de grupos de adolescentes que entram nos ônibus sem pagar. Esses jovens acionam o botão de emergência, impedindo a saída do veículo, e aproveitam o engarrafamento para roubar passageiros e motoristas. Um motorista relatou que, em uma ocasião, um grupo de doze adolescentes exigiu que ele parasse em todos os sinais, sob ameaça de represálias.
Em janeiro, o mesmo motorista conseguiu evitar que um grupo embarcasse, mas foi alvo de pedras arremessadas, quebrando o vidro do ônibus. Após esses incidentes, a empresa decidiu retirá-lo da linha por questões de segurança. Os dados revelam que bairros da Zona Norte, como Ramos e Maracanã, também apresentam crescimento explosivo nos casos de assaltos a coletivos, com aumentos de até 357,1% em alguns locais.
Entre na conversa da comunidade