- Christina Chapman foi condenada a 102 meses de prisão por operar uma “fazenda de laptops” que conectava golpistas norte-coreanos a empresas dos Estados Unidos, incluindo a Nike.
- A sentença foi proferida em 24 de outubro de 2023, após ela se declarar culpada de fraude e lavagem de dinheiro.
- Chapman facilitou a infiltração de golpistas em mais de 300 empresas americanas, gerando mais de US$ 17 milhões para a Coreia do Norte.
- Além da pena de prisão, ela terá que devolver mais de US$ 284 mil e pagar uma multa de US$ 176,8 mil.
- A investigação levou à invasão de sua casa pelo FBI em outubro de 2023.
Christina Chapman, ex-garçonete e massagista, foi condenada a 102 meses de prisão por operar uma “fazenda de laptops” que conectava golpistas norte-coreanos a empresas dos EUA, incluindo a Nike. A sentença foi proferida em 24 de outubro de 2023, após ela se declarar culpada de fraude e lavagem de dinheiro.
Durante dois anos, Chapman facilitou a infiltração de golpistas em mais de 300 empresas americanas, permitindo que eles acessassem dados e extorquissem dinheiro. Os promotores afirmaram que a operação gerou mais de US$ 17 milhões para a Coreia do Norte. A Nike, por exemplo, pagou quase US$ 75 mil a um trabalhador que estava vinculado à fraude.
Operação e Consequências
Chapman ajudava os golpistas a preencher documentos e fornecia um endereço nos EUA para o envio de laptops e correspondências. Os salários eram enviados para ela, que ficava com uma parte e transferia o restante para contas controladas pelo governo norte-coreano. Os recursos obtidos eram usados para financiar o programa de armas do país.
Além da pena de prisão, Chapman terá que devolver mais de US$ 284 mil e pagar uma multa de US$ 176,8 mil. A investigação culminou na invasão de sua casa no Arizona pelo FBI em outubro de 2023. Em sua defesa, ela alegou que aceitou o trabalho para ter mais tempo com sua mãe, que estava doente.
Impacto e Reflexões
A operação de Chapman não apenas a levou à prisão, mas também teve um impacto significativo nas empresas afetadas. A Nike e outras organizações, como a plataforma Jeenie e a agência DataStaff, foram lesadas. Em uma declaração ao tribunal, Chapman pediu desculpas às vítimas, reconhecendo as consequências de suas ações.
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