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PF rastreia PIX e prende assessor envolvido em ataque hacker com R$ 700 mil

Ex-assessor parlamentar é preso com R$ 700 mil em transações suspeitas ligadas a ataque hacker que desviou R$ 800 milhões de bancos.

Assessor parlamentar Jackson Renei Aquino de Souza foi flagrado pela PF com R$ 700 mil em espécie (Foto: Reprodução/Facebook e Divulgação/PF)
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  • Jackson Renei Aquino de Souza, ex-assessor parlamentar da Assembleia de Roraima, foi preso em flagrante com R$ 700 mil em sua posse.
  • A prisão ocorreu em 23 de outubro de 2023, após alerta do Banco Central sobre movimentações financeiras suspeitas.
  • O dinheiro está ligado a um ataque hacker que desviou R$ 800 milhões de instituições financeiras.
  • Jackson recebeu R$ 2,45 milhões de duas empresas envolvidas no esquema e alegou que os valores eram de um garimpeiro venezuelano.
  • Ele foi exonerado do cargo na Assembleia Legislativa no mesmo dia da prisão, e a Polícia Federal investiga sua participação no esquema de lavagem de dinheiro.

Jackson Renei Aquino de Souza, ex-assessor parlamentar da Assembleia de Roraima, foi preso em flagrante com R$ 700 mil em sua posse, após um alerta do Banco Central sobre movimentações financeiras suspeitas. O dinheiro, transferido via PIX, está ligado a um ataque hacker que desviou R$ 800 milhões de instituições financeiras.

A prisão ocorreu em 23 de outubro de 2023, quando a Polícia Federal (PF) identificou que Jackson recebeu R$ 2,45 milhões de duas empresas envolvidas no esquema criminoso. Ele alegou que os valores eram de um garimpeiro venezuelano, com quem negociava a compra de uma fazenda. No entanto, a PF contesta essa versão, considerando a possibilidade de lavagem de dinheiro.

Investigação em Andamento

O ataque cibernético, um dos maiores do Brasil, ocorreu em 30 de junho de 2025 e afetou três instituições financeiras. O esquema é investigado pela operação Magna Fraus, que busca desmantelar um grupo especializado em fraudes eletrônicas. Antes de chegar à conta de Jackson, o dinheiro passou por pelo menos quatro empresas.

Em depoimento, Jackson afirmou não conhecer as empresas responsáveis pelas transferências. A PF, no entanto, considera que ele deveria ter conhecimento da origem ilícita dos valores, caracterizando o que é conhecido como “cegueira deliberada”. A delegada do caso destacou que, como corretor de imóveis, ele tinha a obrigação de investigar a procedência do dinheiro.

Consequências Imediatas

No mesmo dia de sua prisão, Jackson foi exonerado do cargo que ocupava na Assembleia Legislativa de Roraima. Ele trabalhava com o deputado Neto Loureiro (PMB), que declarou não compactuar com atos ilegais. A exoneração foi publicada no Diário da Ale-RR, e a defesa de Jackson optou por não se manifestar publicamente sobre o caso.

A situação de Jackson Renei Aquino de Souza continua a ser monitorada pela PF, que investiga a extensão de sua participação no esquema e as implicações legais que podem surgir a partir das evidências coletadas.

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